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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Construção da identidade

A proposta de atividade da interdisciplina em falar do lugar onde moramos, um local que visitamos foi muito interessante, estudar mais da minha cidade ver fotos que não conhecia. Mas gostei muito de fazer o vídeo, e escolhi falar sobre ser gaúcho, qualquer gaúcho tem orgulho de ser, muitos até bairristas demais, mas a personalidade encaixa, parece que identifica na cara, mas também nos hábitos, nossas tradições muitas admiradas, outras tidas como estranhas.

Memória docente


Tenho muitas memórias da escola, como aluna, como filha de funcionária e agora como professora.
Essas memórias e fotos moldam e influenciam muito a maneira que sou em sala de aula, lembrando dos professores que eu admirava na infância e lembro com muito carinho e quero ser assim para os meus alunos que eles tenham ótimas lembranças também da escola, que a escola não seja motivo de tristeza, cansaço ou lembranças ruins.
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Ver e olhar

“ Só podemos ver quando aprendemos que algo não está à mostra e podemos sabê-lo. Portanto, para ver , é preciso pensar.Olhar está implicado ao sentido físico da visão. Costumamos, todavia, usar a expressão olhar para afirmar uma outra complexidade do ver. Quando chamo alguém para ver algo espero dele uma atenção estética, demorada e contemplativa, enquanto ao esperar que alguém olhe algo, a expectativa se dirige à visualização, ainda que curiosa, sem que se espere dele o aspecto contemplativo. Olhar é reto, ver é sinuoso. Olhar é sintético, ver é analítico. Olhar é imediato, ver é mediado. A imediaticidade do olhar torna-o um evento objetivo”. (Aprender a pensar é descobrir o ver Marcia Tiburi).


Acredito que no brincar a criança nos mostra muitas coisas, além do tempo que dedicamos a está atividade ela também precisa do nosso olhar atento e participativo. Como por exemplo, quando meus alunos estão brincando e vem mostrar ou contar algo, muitas vezes estou fazendo outras coisas e acabo apenas olhando para o que ele fez, não necessariamente vendo, prestando atenção, fazendo perguntas, interagindo.
Projeto Biblioteca Itinerante, estamos acostumados a olhar para a comunidade escolar apenas como pais e famílias de nossos alunos. Ao longo do projeto estamos vendo essas pessoas com outros olhos, muitas não tem filhos na escola, mas se tornaram amigos e participam do eventos oferecidos pela escola por causa dessa interação e aproximação.
É importante ver a rotina como parte significativa na formação da criança, não só como seu aluno, mas como um cidadão inserido na comunidade, hábitos formados na escola são levados para a vida social fora dali.
Carinho, sorrisos e abraços, indispensáveis ver, sentir. Se você só olha para um sorriso e não responde e observa o quanto de significado tem esse gesto, estará perdendo uma oportunidade única.

Tempo de sala de aula

Para o professor, na atualidade, o tempo de sala de aula deixa de ser aquele tempo de cumprir com as obrigações, de realizar atividades que se destinam a preencher a carga horária?
Sim ou não: por quê?

Essa pergunta da interdisciplina de estudos sociais me deixou bem intrigada e com bastante dificuldade de responder e não cheguei na reposta sim ou não. Acredito que nessa moeda há os dois lados o lado do sim estamos na sala para cumprir algo mais que as obrigações e conteúdos, ambiente da sala de aula está em constante formação e transformação, do professor e do aluno. Nem sempre conversas, atividades diferentes e assuntos que os alunos tem vontade está em uma lista de conteúdo. E vai do profissional de sala de aula proporcionar esses momentos, fazer valer seu tempo em sala.
Por outro lado diria que não, nosso ensino hoje ainda busca uma aprendizagem homogênea, sem muito espaço para diferenças, dificuldades e curiosidades do aluno. E ainda tem a pressão de direções, coordenadores e até mesmo algumas famílias.