sábado, 9 de dezembro de 2017

Censo Escolar

      Esse ano fiquei responsável  pelo censo escolar, nunca tinha feito ele e não conhecia muito sua função e importância. Normalmente conhecia as fichas de matrículas dos meus alunos para conhecer um pouco melhor eles, a das outras turmas não olhava, na hora de coletar informações do censo você tem que olhar todas as informações de todas as crianças e funcionários da escola.
      Uma informação que não aparece nas nossas matrículas é a raça mas no censo pergunta e, que em anos anteriores foi colocado não declarada, dessa vez foi perguntado aos pais para podermos ter uma informação certa para preencher um documento muito importante. E se ficamos em dúvida de como perguntar muitos pais e responsáveis ficaram em dúvida em responder. Muitos disseram amanhã eu respondo deixa eu pensar, e muitos preferiram deixar o não declarada.
      Ainda não modificamos as fichas de matrículas da escola, mas estamos nesse processo acredito que seja uma informação importante de ter na pasta do aluno, mas também muitos não sabem como declarar a raça ou não entendem bem em qual se encaixam.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Laudo

      Desconhecia o conteúdo da Nota Técnica 04/2014 do MEC/SECADI/DPEE em que as escolas atenderão crianças com ou sem laudo. Na minha visão a criança possuir o laudo ajuda na questão de exigir de órgãos superiores o auxiliar para esses alunos, sala de recurso e atendimento especializado.
      Assim como eu não conhecia, muitos outros colegas também desconhecem seu conteúdo, ou usam isso a fim de evitar alunos com necessidades educacionais especiais em suas salas, uma triste realidade. Bem como os órgãos públicos exigem que os pais corram atrás de um papel para que a criança receba um atendimento de acordo com sua realidade.
      Na minha escola temos alunos com laudo e alunos em processo de investigação, e mesmo tendo o papel esses alunos não recebem atendimento especializado na escola e nem auxiliares preparados, o que vejo na minha realidade escolar é uma ambiente muito acolhedor com esses alunos independente de laudo ou não e, boa vontade de professores e auxiliares que mesmo não tendo conhecimento específico tentam ao máximo tratar esses alunos com a melhor qualidade.


Método Clínico

     Gostei muito de realizar e apresentar a tentativa de aplicação do método clínico. Pois a questão ali não era saber quem acertou ou errou, mas fazer uma avaliação dos pontos a serem melhorados e se houve a compreensão de para que o método serve.
     Foi importante pois na aula discutíamos as possíveis análises de cada tentativa. No caso da minha ao mostrar pude compreender melhor como funcionou o pensamento da criança em que realizei, além de sanar a dúvida que tinha, porque no caso o M. contou as fichas e sabia quantas tinha mas na hora em que elas foram espaçadas a quantidade mudou para ele, e conversando antes de mostrar para a professora Tânia eu não sabia se ele já tinha essa conservação ou não.
     E durante as conversas a partir das análises das entrevistas de outros colegas podemos entender melhor os estádios e suas características, em uma forma mais prática.

Mostra de vídeos

     Em um primeiro momento a produção de um pequeno filme causa muita estranheza, a proposta da interdisciplina era interessante bem como desafiadora.
     Escolher um tema já é difícil fazendo sozinho, em grupo então foram muitas conversas até definir nosso tema, falar sobre a influência da mãe de santo e sua casa na comunidade escolar da EMEI que leciono.
     Foram vários pontos a serem discutidos e realizados, pesquisas na comunidade, entrevistas, visitas a nossa personagem do mini documentário, filmagens e edição.
     Ao ver finalmente o vídeo pronto, foi muito satisfatório apesar de não ter ficado 100% perfeito acredito que a história que queríamos contar e a mensagem que ele traz foi passada para os demais colegas.
     Olhando e refletindo sobre os demais vídeos, vejo que todos passamos pelos mesmos momentos de dificuldade em trabalhar com essa ferramenta e principalmente o quanto de histórias diferentes e de lutas existem para serem contadas.
     Foi uma noite incrível de superação para nós estudantes e também de ver e ouvir histórias de superação.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Se está na internet é verdade.

      Uma frase que me chamou a atenção no vídeo do historiador Leandro Karnal sobre o impacto das redes sociais na vida das pessoas, foi quando ele diz que a nossa seleção da verdade hoje, é uma seleção afetiva de identidade, não é uma seleção objetiva. E muitas vezes é assim não só com as mídias sociais, mas se não me identifico não gosto.
     Na leitura do texto vemos como se dá essa compreensão de leituras e o processo de assimilação do conteúdo lido, ao contrário de muitos textos de redes sociais que veem editados para chamar a atenção.
     Acredito que qualquer forma de ser receber a informação seja muito importante, e vai de cada indivíduo saber assimilar e compreender cada afirmação, buscando sempre diversas fontes a fim de montar seu argumento. 
      

Nem sempre o texto que aparece no Facebook deve ser considerado fonte absoluta para disseminar qualquer verdade, pesquisar, buscar outras pesquisas ajudam muito a evitar que falsas verdades sejam divulgadas.

Estádios do desenvolvimento

     Começamos os estudos sobre os estádio do desenvolvimento de acordo com a teoria de Piaget no 2º semestre e agora no 6º eles foram aprofundados. Tive que ler, reler os textos para conseguir entender e preencher o meu quadro.
E acredito que houve poucas divergências com o quadro já preenchido disponibilizado.

Mas apesar de ter completado a atividade, foi durante a aula presencial que pude compreender mesmo os estádios e muitas dúvidas foram sanadas. 


Diferenças raciais

     Escolhi uma atividade que estava como sugestão, o poema as borboletas, e que já havia trabalhado com a minha turminha do ano passado, o objetivo da atividade naquele momento era trabalhar sobre o ciclo da borboleta, mas fiz algumas anotações no meu diário e que agora se encaixam com os temas propostos na interdisciplina.
      Apesar de tratar a borboleta preta como escuridão meus alunos não entenderam como uma coisa negativa apenas como se ela fosse a borboleta da noite. No momento da atividade resolvemos enfeitar o cartaz e um aluno pintou a mão do outro com a cor de sua escolha, para fechar as duplas eu também participei, na hora de escolher uma cor para a minha borboleta a Gaby escolheu a preta e outras questionaram e ela disse eu gosto e a minha cor, já havia notado não só neste trabalho mas em outros que ela perguntava se podia pintar os personagens com a cor dela, depois que a minha borboleta foi feita outro coleguinha também quis porque ela tinha ficado linda.

      Lembro durante a atividade o carinho de um com o outro, caprichando na pintura da mão do colega, escolhendo uma cor preferida e que tivesse significado.
      Já esse ano presenciei uma situação em uma outra turminha envolvendo o preconceito racial, algo que em anos anteriores nunca tinha presenciado, num primeiro momento você fica sem reação e tenta contornar a situação. Mas contornar ela não é a maneira certa de lidar. As propostas de seminário integrador e também de filosofia da educação ajudaram muito na tentativa de lidar com o tema. Não é fácil e não está completamente encerrado mas abriu caminhos para a discussão tanto entre alunos na sala mas também na parte administrativa e pedagógica da escola.