Escolhi uma atividade que estava como sugestão, o poema as borboletas, e que já
havia trabalhado com a minha turminha do ano passado, o objetivo da atividade
naquele momento era trabalhar sobre o ciclo da borboleta, mas fiz algumas
anotações no meu diário e que agora se encaixam com os temas propostos na
interdisciplina.
Apesar de tratar a borboleta preta como escuridão meus
alunos não entenderam como uma coisa negativa apenas como se ela fosse a
borboleta da noite. No momento da atividade resolvemos enfeitar o cartaz e um
aluno pintou a mão do outro com a cor de sua escolha, para fechar as duplas eu
também participei, na hora de escolher uma cor para a minha borboleta a Gaby
escolheu a preta e outras questionaram e ela disse eu gosto e a minha cor, já
havia notado não só neste trabalho mas em outros que ela perguntava se podia
pintar os personagens com a cor dela, depois que a minha borboleta foi feita
outro coleguinha também quis porque ela tinha ficado linda.
Lembro durante a atividade o carinho de um com o outro,
caprichando na pintura da mão do colega, escolhendo uma cor preferida e que
tivesse significado.
Já esse ano presenciei uma situação em uma outra turminha envolvendo o preconceito racial, algo que em anos anteriores nunca tinha presenciado, num primeiro momento você fica sem reação e tenta contornar a situação. Mas contornar ela não é a maneira certa de lidar. As propostas de seminário integrador e também de filosofia da educação ajudaram muito na tentativa de lidar com o tema. Não é fácil e não está completamente encerrado mas abriu caminhos para a discussão tanto entre alunos na sala mas também na parte administrativa e pedagógica da escola.
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