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domingo, 3 de dezembro de 2017

Laudo

      Desconhecia o conteúdo da Nota Técnica 04/2014 do MEC/SECADI/DPEE em que as escolas atenderão crianças com ou sem laudo. Na minha visão a criança possuir o laudo ajuda na questão de exigir de órgãos superiores o auxiliar para esses alunos, sala de recurso e atendimento especializado.
      Assim como eu não conhecia, muitos outros colegas também desconhecem seu conteúdo, ou usam isso a fim de evitar alunos com necessidades educacionais especiais em suas salas, uma triste realidade. Bem como os órgãos públicos exigem que os pais corram atrás de um papel para que a criança receba um atendimento de acordo com sua realidade.
      Na minha escola temos alunos com laudo e alunos em processo de investigação, e mesmo tendo o papel esses alunos não recebem atendimento especializado na escola e nem auxiliares preparados, o que vejo na minha realidade escolar é uma ambiente muito acolhedor com esses alunos independente de laudo ou não e, boa vontade de professores e auxiliares que mesmo não tendo conhecimento específico tentam ao máximo tratar esses alunos com a melhor qualidade.


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Dossiê da Inclusão




      Realizando o dossiê da inclusão na minha escola, percebi o quanto distante estamos de ser uma escola inclusiva, a uma barreira enorme entre receber esses alunos e proporcionar as mesmas condições de aprendizagem e convívio para todos.
Acredito que falta sensibilidade em entender as necessidades de cada um, e não ver a criança com necessidades especiais apenas como um número ou um laudo que precisa ser cumprido por determinada lei.
Na integração dessas crianças na escola, vejo eles muito envolvidos com as suas turmas e demais funcionários da escola, são tratados com muito respeito e carinho, mas isso acaba não sendo suficiente e nem suprindo as necessidades educacionais deles. Se estamos sempre buscando o melhor em termos de práticas pedagógicas para nossos alunos tidos “normais”, porque temos tanto dificuldade e resistência em também oferecer qualidade para esses alunos. Sinto por vezes um jogo de empurra-empurra, estamos cumprindo a lei já é suficiente, os profissionais especializados que cuidem do resto. E para aquela criança não é suficiente, não deve ser, ela tem o direito de não só estar na escola, mas também de receber tratamento e educação necessário para o seu de
senvolvimento.

Sobre crocodilos e avestruzes

        Após a leitura do texto “Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação”, da psicóloga e professora Dra. Ligia Assumpção Amaral, ela através das representações de “crocodilos” e “avestruzes”, relacionando suas particularidades e diferenças com as diversidades e diferenças humanas.
            As diferenças são comuns a condição humana, somos diferentes uns dos outros, porém a falta de conhecimento perante as diferenças sejam elas físicas, comportamentais ou de personalidade, faz com que o preconceito ainda ocorra. Se alguma coisa é diferente ou destoa dos padrões é apontado como anormal. Porém a autora do texto, pontua o que pode refletir em uma mudança de pensamento. Diz ela: “.... Pode se pensar a anormalidade de forma inovadora: não mais e somente como patologia..., mas como expressão da diversidade da natureza e da condição humana...”
            A autora fala de crocodilos nomeando-os de “preconceitos”, os medos que carregamos ao tratar de pessoas “diferentes”. Esses são os mitos que carregamos e muitas vezes propagamos no ambiente escolar. E também mostra os avestruzes que ao esconder a cabeça na areia não irá acrescentar ou auxiliar os alunos no convívio escolar.
            Como educadores um dos nossos maiores crocodilos é a ideia de que o deficiente é incapaz, não enxergar suas potencialidades, ver apenas a deficiência e tratar ela como empecilho, uma barreira para a aprendizagem e socialização do aluno.
            Mas não devemos enterrar nossa cabeça e fingir que não estamos vendo, devemos trabalhar para derrubar os nossos próprios crocodilos e olhar para a deficiência como uma das muitas peculiaridades do aluno, promovendo igualdade de integração e aprendizagem de todos nas suas muitas diferenças.


REFERÊNCIA:


AMARAL, Ligia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas, preconceitos e superação.  In: AQUINO, Julio Groppa (org.).  Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998.