quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Vida sustentável


Acredito que sempre devemos incluir em nossas ações e planejamento de sala de aula assuntos sobre o meio ambiente e ações sustentáveis, não só apenas na semana do meio ambiente, mas em vários momentos. Além de projetos específicos, pequenas ações do dia a dia fazem muita diferença, como cuidados com a água ao escovar os dentes e lavar as mãos, cuidados com o lixo. As crianças reproduzem tudo o que observam e escutam então mostrar exemplos é muito importante.  


As chuvas que fizeram morros desabarem em Santa Catarina e no Rio de Janeiro, destruíram os casarões de São Luiz do Paraitinga, a 187 quilômetros de São Paulo, e inundaram as residências no Jardim Pantanal (bairro da capital paulista) já mataram mais gente que o terremoto ocorrido no Chile. 

Essas tragédias e muitos outros desastres estão servindo para tornar várias consciências sensíveis a fenômenos como o aquecimento global, o degelo nos polos e as perdas de proteção das camadas atmosféricas. Assuntos como poluição, extinção de espécies vegetais e animais e queimadas acabam por tocar principalmente crianças e jovens, que veem nisso uma forma de iniciar a vida cidadã pelo protesto e pela participação. 

Os gritos de alerta que vêm dos que não se conformam com a degradação ambiental clamam para que deixemos uma vida melhor para todos os seres humanos do planeta, não importa se sejam nossos descendentes ou aqueles homens e mulheres que não conhecemos e de que nem sequer imaginamos a existência - os diferentes de nós, que pertencem a outras culturas, moram em outro continente e vivem outra realidade econômica. 

A escola é o lugar de educar as novas gerações para uma generosidade cidadã e ampliar a noção de dever quanto ao futuro - próximo e remoto - do planeta. E o trabalho pedagógico pode iniciar ao se instaurar, dentro das dependências escolares, experiências sustentáveis, em que a economia de energia e o aproveitamento de recursos naturais, por exemplo, sejam hábitos incorporados à rotina de todos. As ações que os gestores podem desenvolver são simples, como mostra o projeto institucional que a revista NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR traz na edição de abril/maio, que está nas bancas. 

A escola que respeita a natureza também adquire moral e legitimidade para colocar a questão ambiental em outras dimensões para seus alunos. A primeira é o aprofundamento do aspecto pedagógico. A vivência proporcionada pelo ambiente escolar inicia a construção de valores que será tanto mais consolidado quanto houver, por parte dos alunos, estudos, participação social, debates e intervenções na realidade. O ideal não é criar uma disciplina chamada Meio Ambiente, mas investir no tratamento interdisciplinar do tema, com a contribuição de todas as áreas para o desenvolvimento de um senso ético comum. 

Uma perspectiva política também pode ser abordada. Se os grandes poluidores são os países ricos, alguma coisa as políticas praticadas por eles têm a ver com a degradação ambiental. Emissão de gases, corte de madeiras e aquecimento das águas estão intimamente ligados à economia. Quem coloca seus produtos no mercado internacional a preços baixos por causa das explorações da natureza e do ser humano que fazem, no seu território ou em países que permitem a exploração? A decisão econômica tem impactos socioambientais e os cidadãos que serão generosos com o futuro precisam discutir tal questão. 

Finalmente, uma dimensão filosófica completa a construção de valores nos nossos alunos. O homem, que até bem pouco tempo atrás se achava "a medida de todas as coisas", descobriu que, para continuar existindo, precisa da ajuda de outros seres e da interação com a natureza. A existência humana, portanto, se torna questionável e mais frágil. Tema que os filósofos contemporâneos não se cansam de explorar. 

Fazer essa composição filosófico-político-pedagógica é tarefa do gestor da escola que quer para a comunidade, o estado, o país e, finalmente, para todo o mundo não apenas um melhor meio ambiente, mas uma vida mais digna e respeitosa para o planeta. 

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/educacao/vida-sustentavel-respeito-meio-ambiente-acoes-simples-escola-discussoes-politicas-filosoficas-560547.shtml

Ver e olhar

“ Só podemos ver quando aprendemos que algo não está à mostra e podemos sabê-lo. Portanto, para ver , é preciso pensar.Olhar está implicado ao sentido físico da visão. Costumamos, todavia, usar a expressão olhar para afirmar uma outra complexidade do ver. Quando chamo alguém para ver algo espero dele uma atenção estética, demorada e contemplativa, enquanto ao esperar que alguém olhe algo, a expectativa se dirige à visualização, ainda que curiosa, sem que se espere dele o aspecto contemplativo. Olhar é reto, ver é sinuoso. Olhar é sintético, ver é analítico. Olhar é imediato, ver é mediado. A imediaticidade do olhar torna-o um evento objetivo”. (Aprender a pensar é descobrir o ver Marcia Tiburi).


Acredito que no brincar a criança nos mostra muitas coisas, além do tempo que dedicamos a está atividade ela também precisa do nosso olhar atento e participativo. Como por exemplo, quando meus alunos estão brincando e vem mostrar ou contar algo, muitas vezes estou fazendo outras coisas e acabo apenas olhando para o que ele fez, não necessariamente vendo, prestando atenção, fazendo perguntas, interagindo.
Projeto Biblioteca Itinerante, estamos acostumados a olhar para a comunidade escolar apenas como pais e famílias de nossos alunos. Ao longo do projeto estamos vendo essas pessoas com outros olhos, muitas não tem filhos na escola, mas se tornaram amigos e participam do eventos oferecidos pela escola por causa dessa interação e aproximação.
É importante ver a rotina como parte significativa na formação da criança, não só como seu aluno, mas como um cidadão inserido na comunidade, hábitos formados na escola são levados para a vida social fora dali.
Carinho, sorrisos e abraços, indispensáveis ver, sentir. Se você só olha para um sorriso e não responde e observa o quanto de significado tem esse gesto, estará perdendo uma oportunidade única.

Tempo de sala de aula

Para o professor, na atualidade, o tempo de sala de aula deixa de ser aquele tempo de cumprir com as obrigações, de realizar atividades que se destinam a preencher a carga horária?
Sim ou não: por quê?

Essa pergunta da interdisciplina de estudos sociais me deixou bem intrigada e com bastante dificuldade de responder e não cheguei na reposta sim ou não. Acredito que nessa moeda há os dois lados o lado do sim estamos na sala para cumprir algo mais que as obrigações e conteúdos, ambiente da sala de aula está em constante formação e transformação, do professor e do aluno. Nem sempre conversas, atividades diferentes e assuntos que os alunos tem vontade está em uma lista de conteúdo. E vai do profissional de sala de aula proporcionar esses momentos, fazer valer seu tempo em sala.
Por outro lado diria que não, nosso ensino hoje ainda busca uma aprendizagem homogênea, sem muito espaço para diferenças, dificuldades e curiosidades do aluno. E ainda tem a pressão de direções, coordenadores e até mesmo algumas famílias.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Descobrindo Ciências




Pouco falamos da importância de estudar ciências em sala de aula, até a primeira aula da interdisciplina achava que não conseguiria trabalhar com a pré-escola. Mas ela é muito essencial para  desenvolvimento da criança.
O processo em descobrir o que é ciência envolve pesquisa, investigação, observação, além de provocar curiosidade fator importante para a aprendizagem. Aproveitar o interesse do aluno para conhecer e aprender algo.
Há ainda muitos outros motivos para estudar ciências nesta matéria temos mais 11
 http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/11-motivos-estudar-ciencias-641229.shtml




segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Citação: Formação de professores

Citação: A situação de formação profissional do professor é inversamente simétrica à situação de seu exercício profissional. Quando se prepara para ser professor, ele vive o papel de aluno. O mesmo papel, com as devidas diferenças etárias, que seu aluno viverá tendo-o como professor. Por essa razão, tão simples e óbvia, quanto difícil de levar às últimas conseqüências, a formação de professores precisa tomar como ponto de referência, a partir do qual orientará a organização institucional e pedagógica dos cursos, a simetria invertida entre a situação de preparação profissional e o exercício futuro da profissão. (p. 102).
Texto de Guiomar Namo de Mello, intitulado Formação inicial de professores para a educação básica: uma (re)visão radical. Publicado na revista São Paulo em perspectiva, 14 (1) ano 2000, p. 98-110.

Concordamos com a citação do autor, pois na maioria das vezes os professores esquecem que já foram alunos ( ou já passaram por esse processo).
Segundo o autor " quando se prepara para ser professor, ele vive o papel de aluno. O mesmo papel, com as devidas diferenças etárias, em que seu aluno viverá tendo-o como professor", infelizmente muitos profissionais esquecem do período que estavam em formação, das dificuldades encontradas, das barreiras vencidas e as descobertas que todos os alunos vivenciam.
Por esse fato o profissional de educação deveria ter um olhar diferenciado em relação a aprendizagem e as atitudes dos alunos que atendem.

Reflexão sobre o portfólio de aprendizagem

1)  Qual o significado atual do portfólio?
      É uma ferramenta de aprendizagem, troca de experiências, ambiente de reflexão.

2) Houve alguma mudança na sua forma de entendê-lo e suas postagens?
     Postagens mais completas, conseguir usar ele como fonte principal para a síntese reflexiva.

3) O que se aprende nessa escrita?
      Que ao filtrar e escrever como se estivesse explicando para alguém, mostra o verdadeiro aprendizado. Porque só se explica algo para alguém o que ficou gravado e claro em você.

4) Que dificuldades envolvem essa escrita?
     Transmitir de forma clara, objetiva, os teus pensamentos. Pensando não só na forma como você entendeu mas, como o outra irá receber e ler.

A importância do brincar

Talvez brincar não esteja na lista de conteúdos a se trabalhar durante o ano, mas principalmente na educação infantil é brincando que conseguimos alcançar esses conteúdos, é através de jogos e brincadeiras que desenvolvemos conceitos de matemática, quantidades, desenvolvemos também a linguagem, a motricidade ampla e fina, o equilíbrio, noção espacial, freio inibitório. São importantes não só na infância, mas para o restante da vida, e por que não desenvolver isso brincando.
Como Maluf explicita:
“... quanto estudar ajuda a esquecer de momentos difíceis, quando brincamos conseguimos, sem muito esforço, encontrar respostas a várias indagações, podemos sanar dificuldades de aprendizagem, bem como interagimos com nossos semelhantes, desenvolve os músculos, a sociabilidade, a coordenação motora e além de tudo deixa qualquer criança feliz.” ( Maluf, 2003, p.19).

Brincar deve ser visto como principal fonte de aprendizado da criança, ela aprende através das regras que estão atribuídas no jogo, através das combinações feitas com seus pares na brincadeira imaginativa.

Assim como em sala incluímos o brincar em nosso planejamento, é importante que em casa pais também achem tempo para brincar com seus filhos para que assim todos, escola e casa tenham plena consciência da importância desse ato para o desenvolvimento das crianças.