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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Como as ciências da natureza podem auxiliar na construção de ideias cada vez mais complexas de mundo?


Que o estudo da ciências naturais através de suas investigações, experimentações e observações, a criança procura respostas, cria hipóteses, desenvolve ideias e isso contribui não só para a ciências mas para outras matérias e questionamentos em geral.
 Então para que as ciências da natureza possam auxiliar na construção de ideias cada vez mais complexas de mundo, temos que desacomodar e provocar nossos alunos, aproximar o conteúdo à sua vida, seu cotidiano, fazendo com que ele dê significado ao que está aprendendo.

1º Experimento

Fiz o experimento da sacola com água com os meus alunos. Expliquei que iria fazer uma mágica, mostrei a sacola cheia de água, os lápis que estavam bem afiados, perguntando o que eles achavam que iria acontecer se eu enfiasse os lápis na sacola, a maioria achou que estouraria que nem um balão de ar e apenas uma achou que iria vazar só um pouco de água.
Antes de furar com o primeiro lápis, muitos ficaram com medo, mas depois que passou e nada aconteceu houve expressões de espanto, aplausos e gritos.
Acredito que como que para qualquer outra aprendizagem aconteça o fator curiosidade é muito importante, assim como fiquei curiosa quando o professor a fez na aula presencial e procurei entender o porquê, poder despertar isso nos alunos é incrível. Além disso criar um ambiente, uma expectativa é muito importante e faz com que qualquer aula seja maravilhosa.

Classificação e seriação

Observando meus alunos brincarem com Lego, percebi uma dupla brincando e na quantidade de peças que tinham primeiro separaram por cores, e depois formaram torres de cada cor, formando com pecinhas da maior para a menor. Depois eles ainda comparam que a azul é maior que a vermelha, e assim ficaram por um bom tempo.
Segundo Toledo (1997) a classificação é iniciada na educação infantil e retomada nas séries iniciais em níveis diferentes de abordagem. No meu caso eles brincando livre criaram essas possibilidades que com o tempo podem ser trabalhados em uma abordagem pedagógica.
E Toledo (1997) também mostra que enquanto a classificação remete as semelhanças entre os elementos, a seriação trabalha com as diferenças entre eles. Primeiro eles separam as cores iguais e depois procuravam as diferenças de tamanhos para formar as torres.7
E a classificação não está apenas na matemática, está também nas ciências, trabalhando na formação de hipótese.

Vida sustentável


Acredito que sempre devemos incluir em nossas ações e planejamento de sala de aula assuntos sobre o meio ambiente e ações sustentáveis, não só apenas na semana do meio ambiente, mas em vários momentos. Além de projetos específicos, pequenas ações do dia a dia fazem muita diferença, como cuidados com a água ao escovar os dentes e lavar as mãos, cuidados com o lixo. As crianças reproduzem tudo o que observam e escutam então mostrar exemplos é muito importante.  


As chuvas que fizeram morros desabarem em Santa Catarina e no Rio de Janeiro, destruíram os casarões de São Luiz do Paraitinga, a 187 quilômetros de São Paulo, e inundaram as residências no Jardim Pantanal (bairro da capital paulista) já mataram mais gente que o terremoto ocorrido no Chile. 

Essas tragédias e muitos outros desastres estão servindo para tornar várias consciências sensíveis a fenômenos como o aquecimento global, o degelo nos polos e as perdas de proteção das camadas atmosféricas. Assuntos como poluição, extinção de espécies vegetais e animais e queimadas acabam por tocar principalmente crianças e jovens, que veem nisso uma forma de iniciar a vida cidadã pelo protesto e pela participação. 

Os gritos de alerta que vêm dos que não se conformam com a degradação ambiental clamam para que deixemos uma vida melhor para todos os seres humanos do planeta, não importa se sejam nossos descendentes ou aqueles homens e mulheres que não conhecemos e de que nem sequer imaginamos a existência - os diferentes de nós, que pertencem a outras culturas, moram em outro continente e vivem outra realidade econômica. 

A escola é o lugar de educar as novas gerações para uma generosidade cidadã e ampliar a noção de dever quanto ao futuro - próximo e remoto - do planeta. E o trabalho pedagógico pode iniciar ao se instaurar, dentro das dependências escolares, experiências sustentáveis, em que a economia de energia e o aproveitamento de recursos naturais, por exemplo, sejam hábitos incorporados à rotina de todos. As ações que os gestores podem desenvolver são simples, como mostra o projeto institucional que a revista NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR traz na edição de abril/maio, que está nas bancas. 

A escola que respeita a natureza também adquire moral e legitimidade para colocar a questão ambiental em outras dimensões para seus alunos. A primeira é o aprofundamento do aspecto pedagógico. A vivência proporcionada pelo ambiente escolar inicia a construção de valores que será tanto mais consolidado quanto houver, por parte dos alunos, estudos, participação social, debates e intervenções na realidade. O ideal não é criar uma disciplina chamada Meio Ambiente, mas investir no tratamento interdisciplinar do tema, com a contribuição de todas as áreas para o desenvolvimento de um senso ético comum. 

Uma perspectiva política também pode ser abordada. Se os grandes poluidores são os países ricos, alguma coisa as políticas praticadas por eles têm a ver com a degradação ambiental. Emissão de gases, corte de madeiras e aquecimento das águas estão intimamente ligados à economia. Quem coloca seus produtos no mercado internacional a preços baixos por causa das explorações da natureza e do ser humano que fazem, no seu território ou em países que permitem a exploração? A decisão econômica tem impactos socioambientais e os cidadãos que serão generosos com o futuro precisam discutir tal questão. 

Finalmente, uma dimensão filosófica completa a construção de valores nos nossos alunos. O homem, que até bem pouco tempo atrás se achava "a medida de todas as coisas", descobriu que, para continuar existindo, precisa da ajuda de outros seres e da interação com a natureza. A existência humana, portanto, se torna questionável e mais frágil. Tema que os filósofos contemporâneos não se cansam de explorar. 

Fazer essa composição filosófico-político-pedagógica é tarefa do gestor da escola que quer para a comunidade, o estado, o país e, finalmente, para todo o mundo não apenas um melhor meio ambiente, mas uma vida mais digna e respeitosa para o planeta. 

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/educacao/vida-sustentavel-respeito-meio-ambiente-acoes-simples-escola-discussoes-politicas-filosoficas-560547.shtml

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Descobrindo Ciências




Pouco falamos da importância de estudar ciências em sala de aula, até a primeira aula da interdisciplina achava que não conseguiria trabalhar com a pré-escola. Mas ela é muito essencial para  desenvolvimento da criança.
O processo em descobrir o que é ciência envolve pesquisa, investigação, observação, além de provocar curiosidade fator importante para a aprendizagem. Aproveitar o interesse do aluno para conhecer e aprender algo.
Há ainda muitos outros motivos para estudar ciências nesta matéria temos mais 11
 http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/11-motivos-estudar-ciencias-641229.shtml