quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Se está na internet é verdade.

      Uma frase que me chamou a atenção no vídeo do historiador Leandro Karnal sobre o impacto das redes sociais na vida das pessoas, foi quando ele diz que a nossa seleção da verdade hoje, é uma seleção afetiva de identidade, não é uma seleção objetiva. E muitas vezes é assim não só com as mídias sociais, mas se não me identifico não gosto.
     Na leitura do texto vemos como se dá essa compreensão de leituras e o processo de assimilação do conteúdo lido, ao contrário de muitos textos de redes sociais que veem editados para chamar a atenção.
     Acredito que qualquer forma de ser receber a informação seja muito importante, e vai de cada indivíduo saber assimilar e compreender cada afirmação, buscando sempre diversas fontes a fim de montar seu argumento. 
      

Nem sempre o texto que aparece no Facebook deve ser considerado fonte absoluta para disseminar qualquer verdade, pesquisar, buscar outras pesquisas ajudam muito a evitar que falsas verdades sejam divulgadas.

Estádios do desenvolvimento

     Começamos os estudos sobre os estádio do desenvolvimento de acordo com a teoria de Piaget no 2º semestre e agora no 6º eles foram aprofundados. Tive que ler, reler os textos para conseguir entender e preencher o meu quadro.
E acredito que houve poucas divergências com o quadro já preenchido disponibilizado.

Mas apesar de ter completado a atividade, foi durante a aula presencial que pude compreender mesmo os estádios e muitas dúvidas foram sanadas. 


Diferenças raciais

     Escolhi uma atividade que estava como sugestão, o poema as borboletas, e que já havia trabalhado com a minha turminha do ano passado, o objetivo da atividade naquele momento era trabalhar sobre o ciclo da borboleta, mas fiz algumas anotações no meu diário e que agora se encaixam com os temas propostos na interdisciplina.
      Apesar de tratar a borboleta preta como escuridão meus alunos não entenderam como uma coisa negativa apenas como se ela fosse a borboleta da noite. No momento da atividade resolvemos enfeitar o cartaz e um aluno pintou a mão do outro com a cor de sua escolha, para fechar as duplas eu também participei, na hora de escolher uma cor para a minha borboleta a Gaby escolheu a preta e outras questionaram e ela disse eu gosto e a minha cor, já havia notado não só neste trabalho mas em outros que ela perguntava se podia pintar os personagens com a cor dela, depois que a minha borboleta foi feita outro coleguinha também quis porque ela tinha ficado linda.

      Lembro durante a atividade o carinho de um com o outro, caprichando na pintura da mão do colega, escolhendo uma cor preferida e que tivesse significado.
      Já esse ano presenciei uma situação em uma outra turminha envolvendo o preconceito racial, algo que em anos anteriores nunca tinha presenciado, num primeiro momento você fica sem reação e tenta contornar a situação. Mas contornar ela não é a maneira certa de lidar. As propostas de seminário integrador e também de filosofia da educação ajudaram muito na tentativa de lidar com o tema. Não é fácil e não está completamente encerrado mas abriu caminhos para a discussão tanto entre alunos na sala mas também na parte administrativa e pedagógica da escola.


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Modelos Pedagógicos e Epistemológicos


    Preenchendo o quadro dos modelos pedagógicos e epistemológicos foi um momento de reflexão não só sobre as atividades desenvolvidas em Psicologia tanto a I quanto agora a II, mas também sobre como conduzo as minhas aulas, e creio que quase nenhum professor consiga se encaixar em apenas um modelo ou seguir um. Nossas experiências ao longo de nosso exercício moldam como trabalhamos em alguns momentos agimos de tal forma em outros de mudamos nossa forma de agir. Acredito que essa adaptação seja natural.




Ética em sala


     Ética é um fator imprescindível de convivência em sociedade. Nós como educadores temos que agir como exemplo, não só em sala mas fora dela e promover em nossa sala e também em todo o ambiente escolar e não escolar um ambiente de convivência harmoniosa onde as diferenças são aceitas e respeitadas e conflitos são resolvidos de maneira clara e esclarecida.
     Preparar o aluno para conviver em sociedade, com os mais diversos indivíduos, sabendo respeitá-los. Promover com seus alunos comunicação livre e aberta condição importante para desenvolver a ética.
     O apoio e influência da família conta muito e esse diálogo tem que ser aberto também com a família, pois não adianta esperar um comportamento da criança se suas experiências fora da escola não contribuem para isso.

Dossiê da Inclusão




      Realizando o dossiê da inclusão na minha escola, percebi o quanto distante estamos de ser uma escola inclusiva, a uma barreira enorme entre receber esses alunos e proporcionar as mesmas condições de aprendizagem e convívio para todos.
Acredito que falta sensibilidade em entender as necessidades de cada um, e não ver a criança com necessidades especiais apenas como um número ou um laudo que precisa ser cumprido por determinada lei.
Na integração dessas crianças na escola, vejo eles muito envolvidos com as suas turmas e demais funcionários da escola, são tratados com muito respeito e carinho, mas isso acaba não sendo suficiente e nem suprindo as necessidades educacionais deles. Se estamos sempre buscando o melhor em termos de práticas pedagógicas para nossos alunos tidos “normais”, porque temos tanto dificuldade e resistência em também oferecer qualidade para esses alunos. Sinto por vezes um jogo de empurra-empurra, estamos cumprindo a lei já é suficiente, os profissionais especializados que cuidem do resto. E para aquela criança não é suficiente, não deve ser, ela tem o direito de não só estar na escola, mas também de receber tratamento e educação necessário para o seu de
senvolvimento.

Sobre crocodilos e avestruzes

        Após a leitura do texto “Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação”, da psicóloga e professora Dra. Ligia Assumpção Amaral, ela através das representações de “crocodilos” e “avestruzes”, relacionando suas particularidades e diferenças com as diversidades e diferenças humanas.
            As diferenças são comuns a condição humana, somos diferentes uns dos outros, porém a falta de conhecimento perante as diferenças sejam elas físicas, comportamentais ou de personalidade, faz com que o preconceito ainda ocorra. Se alguma coisa é diferente ou destoa dos padrões é apontado como anormal. Porém a autora do texto, pontua o que pode refletir em uma mudança de pensamento. Diz ela: “.... Pode se pensar a anormalidade de forma inovadora: não mais e somente como patologia..., mas como expressão da diversidade da natureza e da condição humana...”
            A autora fala de crocodilos nomeando-os de “preconceitos”, os medos que carregamos ao tratar de pessoas “diferentes”. Esses são os mitos que carregamos e muitas vezes propagamos no ambiente escolar. E também mostra os avestruzes que ao esconder a cabeça na areia não irá acrescentar ou auxiliar os alunos no convívio escolar.
            Como educadores um dos nossos maiores crocodilos é a ideia de que o deficiente é incapaz, não enxergar suas potencialidades, ver apenas a deficiência e tratar ela como empecilho, uma barreira para a aprendizagem e socialização do aluno.
            Mas não devemos enterrar nossa cabeça e fingir que não estamos vendo, devemos trabalhar para derrubar os nossos próprios crocodilos e olhar para a deficiência como uma das muitas peculiaridades do aluno, promovendo igualdade de integração e aprendizagem de todos nas suas muitas diferenças.


REFERÊNCIA:


AMARAL, Ligia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas, preconceitos e superação.  In: AQUINO, Julio Groppa (org.).  Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998.

Pensar diferente incomoda


Dentre os exemplos que citamos de diversidade, seja ela a família, a física, a religiosa, os grupos em que convivemos, a diferença de opiniões foi na minha opinião a que mais temos dificuldades em aceitar.


Pensar diferente incomoda, e estamos cada vez mais intolerantes com a opinião do outro, relatos não faltam de pessoas que brigam, deixam de se falar por ter opiniões diversas sobre determinado assunto. Por mais que algumas opiniões sejam difíceis de entender as pessoas tem esse direito, posso não concordar mas tenho que aceitar o direito dela. E vejo que muitas discussões acontecem por não entender a diferença entre concordar com a opinião e apenas escutar e discordar, é uma briga para fazer valer a sua voz, o seu certo e o errado do outro. 


Confesso que estou sempre me policiando porque aceitação é um exercício diário, não é fácil escutar pensamentos absurdos e apenas expor seu ponto de vista sem querer fazer o outro aceitar o seu certo.




"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disse, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las"