Após
a leitura do texto “Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças
físicas, preconceitos e sua superação”, da psicóloga e professora Dra. Ligia
Assumpção Amaral, ela através das representações de “crocodilos” e
“avestruzes”, relacionando suas particularidades e diferenças com as
diversidades e diferenças humanas.
As diferenças são comuns a condição
humana, somos diferentes uns dos outros, porém a falta de conhecimento perante
as diferenças sejam elas físicas, comportamentais ou de personalidade, faz com
que o preconceito ainda ocorra. Se alguma coisa é diferente ou destoa dos
padrões é apontado como anormal. Porém a autora do texto, pontua o que pode
refletir em uma mudança de pensamento. Diz ela: “.... Pode se pensar a
anormalidade de forma inovadora: não mais e somente como patologia..., mas como
expressão da diversidade da natureza e da condição humana...”
A autora fala de crocodilos
nomeando-os de “preconceitos”, os medos que carregamos ao tratar de pessoas
“diferentes”. Esses são os mitos que carregamos e muitas vezes propagamos no
ambiente escolar. E também mostra os avestruzes que ao esconder a cabeça na
areia não irá acrescentar ou auxiliar os alunos no convívio escolar.
Como educadores um dos nossos
maiores crocodilos é a ideia de que o deficiente é incapaz, não enxergar suas
potencialidades, ver apenas a deficiência e tratar ela como empecilho, uma
barreira para a aprendizagem e socialização do aluno.
Mas não devemos enterrar nossa
cabeça e fingir que não estamos vendo, devemos trabalhar para derrubar os
nossos próprios crocodilos e olhar para a deficiência como uma das muitas
peculiaridades do aluno, promovendo igualdade de integração e aprendizagem de
todos nas suas muitas diferenças.
REFERÊNCIA:
AMARAL, Ligia
Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes:
falando das diferenças físicas,
preconceitos e superação. In: AQUINO, Julio Groppa (org.).
Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São
Paulo: Summus, 1998.
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