segunda-feira, 30 de julho de 2018

Entrevistas EJA

 
      Ao realizar as entrevistas para o trabalho de campo da Educação de Jovens e Adultos alguns pontos me chamaram a atenção:

  • Apesar das idades diferentes nossas entrevistadas voltaram a estudar pelo mesmo motivo, a quase perda do emprego, e se não fosse por isso provavelmente elas não voltariam a estudar;
  • São histórias de vida distintas mas marcadas pela necessidade e isto fez que a escola não fosse prioridade;
  • Vi também alegria e satisfação de poder concluir algo que estava a certo tempo abandonado;
  • Em frente a todas as dificuldades de lidar com cansaço, família, medo, ao perguntadas se poderiam contar um pouco sobre como foi voltar a estudar, percebemos no semblante um orgulho.
  • Acredito que isso fez ver o quanto a EJA é importante e necessária. 

Temas Geradores

      Os temas geradores promovem um maior envolvimento do educando em seu processo de aprendizagem, pois ele parte das vivências e experiências que cada um traz. Dialogando com os demais as temáticas vão ampliando e novos conhecimentos serão investigados. Estes temas serão o resultado desta reflexão coletiva em torno de assuntos de relevância e significado para o grupo.
      O que Paulo Freire pressupõe não é apenas uma proposta de ensino diferente, os temas geradores e os diálogos que ele desencadeia indica uma educação significativa, libertária, visando a transformação social.
    O uso dos temas geradores promovem uma conscientização e concepção de mundo do educando, pois ele vem das vivências dos alunos mas na troca com o outro essa visão de mundo é ampliada.

Tipos de avaliação

 
     Trabalhando na educação infantil a avaliação mediadora é muito aplicada, o desenvolvimento do aluno é visto como um todo, e esse todo é único em todas as suas especifidades. O aluno é visto nas atividades e no desenvolvimento cognitivo, mas também no seu relacionamento com os outros, o desenvolvimento físico.
     Por algum tempo achei que por fazer pareceres descritivos não fazia uma avaliação classificatória, mas engano, pois ao usar alguns alunos como parâmetro para os demais acabava que eu classificava, e o processo de avaliação classificatória é seletivo e excludente. A avaliação é vista como um fim e não como um meio para viabilizar o processo educativo.
      E como mostra a charge que ilustra essa postagem a avaliação é para ambas as partes professor e aluno.

Planejamento: Aspectos importantes baseados no texto de Rays (2000)



MOMENTOS
PRINCIPAIS IDÉIAS
DEGUSTAÇÃO
RELAÇÃO COM A PRÁTICA
  1. “Escola e realidade social”



A escola e sua contribuição para realidade escolar que está inserida é a primeira variável a ser levada em consideração no planejamento das atividades docentes.
Acredito que seja quais os pontos do planejamento do docente contribuem para a efetiva participação da escola na sociedade.
Na minha prática vejo uma falha, a escola não compreende a posição dela perante a comunidade e que consequentemente faz com que os professores e auxiliares não planejam atividades que contribuem para essa aproximação e realmente promover alguma mudança ou participação da comunidade escolar.
  1. “Retrato sociocultural do educando”



Análise da realidade sociocultural do educando, com base nessa análise juntamente com a variável inicial é onde realmente se inicia o planejamento das ações educativas.
Essa etapa é conhecer a realidade sociocultural do educando, mas como um todo não apenas economicamente.
A grande maioria dos alunos que frequentam a minha escola estão lá desde muito pequenos, alguns com 6 meses de idade, então acaba que conhecemos muitos sobre as características e realidade de cada um. Algumas vezes essa realidade é levada em consideração no planejamento outras vezes não.
  1. “Objetivos de ensino-aprendizagem e conteúdos de ensino”


Os objetivos de ensino-aprendizagem e os conteúdos são definidos num só momento e devem ser repensados ao longo do desenvolvimento do curso. As duas etapas anteriores não devem ser ignoradas pelo educador-planejador. Um objetivo de ensino aprendizagem concreto só tem valor se ligado a um conteúdo programático também concreto.
É definir os objetivos a serem alcançados ao longo do ano, objetivos ligados aos conteúdos e também que levem em consideração as etapas anteriores, de contribuição e papel da escola para a realidade social e a realidade sociocultural dos educandos.
Ao planejar minhas aulas semanalmente tento elaborar objetivos concretos que contemplem as diversas realidades da minha turma. Que sejam claros nas propostas que quero alcançar.
  1. “Procedimentos de ensino-aprendizagem”



Após as etapas anteriores nessa é onde são definidas as metodologias e práticas que serão postas em ação. Sempre que possível contar com a participação dos educandos. Não existe um procedimento pronto, ele pode e deve ser flexível para atender as necessidades de todos.
São criadas agora as práticas se serão utilizadas para alcançar os objetivos propostos, entender que toda metodologia é flexível que podem mudar para o melhor desenvolvimento.
A questão de ter uma metodologia flexível para a minha prática é muito presente. Muitas vezes o tempo não contempla todas as atividades e no outro dia ela já não faz mais sentido ou ocorrem fatos que faz com que a metodologia proposta seja mudada. O professor tem que ter sempre o plano b, c, o alfabeto inteiro e manter a cabeça aberta a novas ideias. E também manter a reflexão da ação, entender os motivos que deram ou não certo, buscar novas alternativas sempre.
  1. “Avaliação da aprendizagem”



O principal objetivo da avaliação não é classificar alunos, mas ser um elemento pedagógico que contribui para o trabalho docente e para o desenvolvimento das futuras ações com os educandos. O ato de avaliar só tem valor pedagógico se estiver a serviço da aprendizagem do aluno.
Que a avalição não deve ser usada para ranquear os alunos, mas para definir entender o que funciona e o que não funciona, para atender as necessidades de cada um.
Na minha prática com a educação infantil não existe prova ou um modelo de avaliação, ela é diária para podermos montar os pareceres descritivos de cada aluno.
Por algum tempo acabava escolhendo um aluno ou outro como parâmetro para os demais, e ao adquirir mais experiências parei com essa prática pois ela é excludente e acaba tendo como objetivo final uma turma homogênea. Hoje faço anotações sobre cada aluno na realização das atividades, sua participação, desenvolvimento, isso ajuda tanto na elaboração de pareceres individuais como também para um melhor desenvolvimento do meu trabalho, acabo por identificar assim o que melhor se adapta a cada aluno.
  
       Escolhi postar essa atividade no blog, pois considero ela muito importante. Fez com  que eu realmente parece e pensasse sobre como faço o meu planejamento e por mais que considere vários aspectos tratados no texto ao realizá-lo, muitas vezes entramos no piloto automático na hora de planejar. Por pensar que funcionou uma vez irá funcionar de novo e acaba que não acontece bem assim, ter um planejamento flexível ajuda bastante nessas horas mas também faz pensar melhor nos próximos projetos.

Escola Democrática

     As escolas democráticas se caracterizam por abordar a questão pedagógica diante de uma perspectiva baseada na liberdade e igualdade, eliminando as relações autoritárias presentes no modelo educacional tradicional. Além disso, as escolas democráticas se baseiam na democracia participativa, dando direitos de participação iguais para estudantes, professores e funcionários. Os adultos participam do processo educacional facilitando as atividades de acordo com os interesses dos estudantes. Os estudantes são livres para escolher as atividades que desejam ou que acham que devem fazer. Dessa forma aprendem a ter iniciativa, além de praticar uma atividade que é do seu interesse (TOSTO, 2011).
     Nas escolas democráticas os alunos são protagonistas da própria educação, desenvolvem cooperação, solidariedade, espírito de grupo e tolerância. 
     Na minha realidade escolar a democracia anda a passos lentos, existe pequenos avanços mas logo eles já voltam para trás. Mas na minha sala de aula tento aos poucos criar para os meus alunos um ambiente mais aberto ao diálogo e as vontade e inquietudes de suas cabecinhas aos poucos vão ganhando respostas através de nossas atividades. 


     
    Referência:
Tosto, Rosanei. ESCOLAS DEMOCRÁTICAS UTOPIA OU REALIDADE. Revista Pandora Brasil - Edição especial Nº 4 - "Cultura e materialidade escolar". p.1-9, 2011.