segunda-feira, 30 de julho de 2018
Tipos de avaliação
Trabalhando na educação infantil a avaliação mediadora é muito aplicada, o desenvolvimento do aluno é visto como um todo, e esse todo é único em todas as suas especifidades. O aluno é visto nas atividades e no desenvolvimento cognitivo, mas também no seu relacionamento com os outros, o desenvolvimento físico.
Por algum tempo achei que por fazer pareceres descritivos não fazia uma avaliação classificatória, mas engano, pois ao usar alguns alunos como parâmetro para os demais acabava que eu classificava, e o processo de avaliação classificatória é seletivo e excludente. A avaliação é vista como um fim e não como um meio para viabilizar o processo educativo.
E como mostra a charge que ilustra essa postagem a avaliação é para ambas as partes professor e aluno.
Planejamento: Aspectos importantes baseados no texto de Rays (2000)
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MOMENTOS
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PRINCIPAIS IDÉIAS
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DEGUSTAÇÃO
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RELAÇÃO COM A PRÁTICA
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A escola e sua contribuição para realidade escolar que
está inserida é a primeira variável a ser levada em consideração no
planejamento das atividades docentes.
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Acredito que seja quais os pontos do planejamento do
docente contribuem para a efetiva participação da escola na sociedade.
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Na minha prática vejo uma falha, a escola não compreende a
posição dela perante a comunidade e que consequentemente faz com que os
professores e auxiliares não planejam atividades que contribuem para essa
aproximação e realmente promover alguma mudança ou participação da comunidade
escolar.
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Análise da realidade sociocultural do educando, com base
nessa análise juntamente com a variável inicial é onde realmente se inicia o
planejamento das ações educativas.
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Essa etapa é conhecer a realidade sociocultural do
educando, mas como um todo não apenas economicamente.
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A grande maioria dos alunos que frequentam a minha escola
estão lá desde muito pequenos, alguns com 6 meses de idade, então acaba que
conhecemos muitos sobre as características e realidade de cada um. Algumas
vezes essa realidade é levada em consideração no planejamento outras vezes
não.
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Os objetivos de ensino-aprendizagem e os conteúdos são
definidos num só momento e devem ser repensados ao longo do desenvolvimento
do curso. As duas etapas anteriores não devem ser ignoradas pelo
educador-planejador. Um objetivo de ensino aprendizagem concreto só tem valor
se ligado a um conteúdo programático também concreto.
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É definir os objetivos a serem alcançados ao longo do ano,
objetivos ligados aos conteúdos e também que levem em consideração as etapas
anteriores, de contribuição e papel da escola para a realidade social e a
realidade sociocultural dos educandos.
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Ao planejar minhas aulas semanalmente tento elaborar
objetivos concretos que contemplem as diversas realidades da minha turma. Que
sejam claros nas propostas que quero alcançar.
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Após as etapas anteriores nessa é onde são definidas as
metodologias e práticas que serão postas em ação. Sempre que possível contar
com a participação dos educandos. Não existe um procedimento pronto, ele pode
e deve ser flexível para atender as necessidades de todos.
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São criadas agora as práticas se serão utilizadas para
alcançar os objetivos propostos, entender que toda metodologia é flexível que
podem mudar para o melhor desenvolvimento.
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A questão de ter uma metodologia flexível para a minha
prática é muito presente. Muitas vezes o tempo não contempla todas as
atividades e no outro dia ela já não faz mais sentido ou ocorrem fatos que
faz com que a metodologia proposta seja mudada. O professor tem que ter
sempre o plano b, c, o alfabeto inteiro e manter a cabeça aberta a novas
ideias. E também manter a reflexão da ação, entender os motivos que deram ou
não certo, buscar novas alternativas sempre.
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O principal objetivo da avaliação não é classificar
alunos, mas ser um elemento pedagógico que contribui para o trabalho docente
e para o desenvolvimento das futuras ações com os educandos. O ato de avaliar
só tem valor pedagógico se estiver a serviço da aprendizagem do aluno.
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Que a avalição não deve ser usada para ranquear os alunos,
mas para definir entender o que funciona e o que não funciona, para atender
as necessidades de cada um.
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Na minha prática com a educação infantil não existe prova
ou um modelo de avaliação, ela é diária para podermos montar os pareceres
descritivos de cada aluno.
Por algum tempo acabava escolhendo um aluno ou outro como
parâmetro para os demais, e ao adquirir mais experiências parei com essa
prática pois ela é excludente e acaba tendo como objetivo final uma turma
homogênea. Hoje faço anotações sobre cada aluno na realização das atividades,
sua participação, desenvolvimento, isso ajuda tanto na elaboração de pareceres
individuais como também para um melhor desenvolvimento do meu trabalho, acabo
por identificar assim o que melhor se adapta a cada aluno.
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Escola Democrática
As escolas democráticas se caracterizam por abordar a questão pedagógica diante de uma perspectiva baseada na liberdade e igualdade, eliminando as relações autoritárias presentes no modelo educacional tradicional. Além disso, as escolas democráticas se baseiam na democracia participativa, dando direitos de participação iguais para estudantes, professores e funcionários. Os adultos participam do processo educacional facilitando as atividades de acordo com os interesses dos estudantes. Os estudantes são livres para escolher as atividades que desejam ou que acham que devem fazer. Dessa forma aprendem a ter iniciativa, além de praticar uma atividade que é do seu interesse (TOSTO, 2011).
Nas escolas democráticas os alunos são protagonistas da própria educação, desenvolvem cooperação, solidariedade, espírito de grupo e tolerância.
Na minha realidade escolar a democracia anda a passos lentos, existe pequenos avanços mas logo eles já voltam para trás. Mas na minha sala de aula tento aos poucos criar para os meus alunos um ambiente mais aberto ao diálogo e as vontade e inquietudes de suas cabecinhas aos poucos vão ganhando respostas através de nossas atividades.
Referência:
Tosto, Rosanei. ESCOLAS DEMOCRÁTICAS UTOPIA OU REALIDADE. Revista Pandora Brasil - Edição especial Nº 4 - "Cultura e materialidade escolar". p.1-9, 2011.
Nas escolas democráticas os alunos são protagonistas da própria educação, desenvolvem cooperação, solidariedade, espírito de grupo e tolerância.
Na minha realidade escolar a democracia anda a passos lentos, existe pequenos avanços mas logo eles já voltam para trás. Mas na minha sala de aula tento aos poucos criar para os meus alunos um ambiente mais aberto ao diálogo e as vontade e inquietudes de suas cabecinhas aos poucos vão ganhando respostas através de nossas atividades.
Referência:
Tosto, Rosanei. ESCOLAS DEMOCRÁTICAS UTOPIA OU REALIDADE. Revista Pandora Brasil - Edição especial Nº 4 - "Cultura e materialidade escolar". p.1-9, 2011.
domingo, 13 de maio de 2018
Comênio
As
propostas de Comênio, apesar de serem escritas a mais de 300 anos, mostram
aspectos que até hoje são incompreendidos por muitos, como considerar a inteligência da criança, seus sentimentos, suas individualidades.
O importante na visão de Comênio seria orientar o que realmente é importante para a vida e não somente os aspectos que a escola considera necessário aprender. Seu pensar ainda é inovador. Muitas vezes não entendo porque a maioria dos educadores não aceitam um modelo de educação que valoriza e motiva o aluno a pensar, que o aluno seja o protagonista de sua aprendizagem.
Confesso que já fui uma professora que planejava aulas bastante tradicionais por achar que dessa maneira alcançaria os objetivos que a escola queria, mas aos poucos e com os estudos e reflexões fui mudando essa maneira. Agora com as leituras de Comênio percebi características que sempre achei importante como o relacionamento professor-aluno, como deve ser uma relação de confiança e de acreditar que a criança é capaz.
Buscar objetivos concretos, que tenham papel fundamental para a vida dos alunos, que ampliem sua visão de mundo e que os levem a pensar, a desenvolver coisas novas.
domingo, 22 de abril de 2018
Quais "marcas" eu quero deixar nos meus alunos?
Esse ano voltei a sala de aula, assumindo uma turma de Pré B, e conversando com a professora do outro turno pensando em maneiras de cativar nossos alunos escolhemos o Pequeno Príncipe como tema da nossa decoração e o livro A menina do cabelo roxo e o principezinho de Léia Cassol como projeto de adaptação no começo do ano.
Pensando nisso essas são algumas marcas que quero deixar nos meus alunos, quero que eles levem sempre essa confiança em seus professores que a sala de aula seja um espaço onde eles possam expressar suas ideias, possam desenvolver sua criatividade e também marcas de carinho, afeto, respeito.
Pensando nisso essas são algumas marcas que quero deixar nos meus alunos, quero que eles levem sempre essa confiança em seus professores que a sala de aula seja um espaço onde eles possam expressar suas ideias, possam desenvolver sua criatividade e também marcas de carinho, afeto, respeito.
Aquisição da Linguagem
Comportamental/Behaviorismo ( Skinner, 1957) - Interessa-se pelos aspectos observáveis do comportamento; procura por estímulos que predizem o aparecimento de respostas; enfoque na performance e não na competência.
Inatismo ( Chomsky, 1965, 1981) - A linguagem é um sistema simbólico de regras; distingue entre competência/performance e considera o desenvolvimento da linguagem como parte do desenvolvimento cognitivo não linguístico.
Construtivismo ( Piaget, 1979) - A linguagem tem uma gramática independente do uso; as línguas possuem regras regulares; a linguagem é uma característica da espécie humana com forte base genética.
Interacionismo ( Vygotsky, 1962) - Enfantiza o papel do ambiente na produção da estrutura da linguagem, considera que a linguagem dirigida à criança facilita o desenvolvimento e é determinante para que ocorra a aquisição
Inatismo ( Chomsky, 1965, 1981) - A linguagem é um sistema simbólico de regras; distingue entre competência/performance e considera o desenvolvimento da linguagem como parte do desenvolvimento cognitivo não linguístico.
Construtivismo ( Piaget, 1979) - A linguagem tem uma gramática independente do uso; as línguas possuem regras regulares; a linguagem é uma característica da espécie humana com forte base genética.
Interacionismo ( Vygotsky, 1962) - Enfantiza o papel do ambiente na produção da estrutura da linguagem, considera que a linguagem dirigida à criança facilita o desenvolvimento e é determinante para que ocorra a aquisição
sábado, 9 de dezembro de 2017
Mais laboratório, menos auditório
Destaco a frase do professor Fernando Becker
em que ele diz que “Inovar em educação significa tirar o aluno da inércia, do
tédio, faze-lo trabalhar”. Achei muito interessante porque muitas vezes a palavra
inovar é muito ligada a tecnologia e que em alguns casos na escola não temos
acesso e por causa disso não inovamos com nossos alunos, tiramos eles da sua zona
de conforto. Pode ser atitudes tidas como simples, mas que podem promover a
inovação.
E mesmo tendo espaços tecnológicos na escola,
a inovação não acontece, mantem-se a repetição e a cópia, mesmo podendo ser um
espaço de experimentação, um laboratório, esse espaço torna-se mais um
auditório na escola onde o aluno só aprende o que é ensinado.
Para transformar a escola cada vez mais em laboratório
e menos auditório, nós professores devemos ser os primeiros a sair da nossa
zona de conforto e mudar nossa forma de reagir frente a curiosidade e vontade de
nossos alunos, provocando seus pensamentos e construindo suas aprendizagens
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