domingo, 13 de maio de 2018

Comênio

As propostas de Comênio, apesar de serem escritas a mais de 300 anos, mostram aspectos que até hoje são incompreendidos por muitos, como considerar a inteligência da criança, seus sentimentos, suas individualidades.
O importante na visão de Comênio seria orientar o que realmente é importante para a vida e não somente os aspectos que a escola considera necessário aprender. Seu pensar ainda é inovador. Muitas vezes não entendo  porque a maioria dos educadores não aceitam um  modelo de educação que valoriza e motiva o aluno a pensar, que o aluno seja o protagonista de sua aprendizagem.
Confesso que já fui uma professora que planejava aulas bastante tradicionais por achar que dessa maneira alcançaria os objetivos que a escola queria, mas aos poucos e com os estudos e reflexões fui mudando essa maneira. Agora com as leituras de Comênio percebi características que sempre achei importante como o relacionamento professor-aluno, como deve ser uma relação de confiança e de acreditar que a criança é capaz.
Buscar objetivos concretos, que tenham papel fundamental para a vida dos alunos, que ampliem sua visão de mundo e que os levem a pensar, a desenvolver coisas novas.

domingo, 22 de abril de 2018

Quais "marcas" eu quero deixar nos meus alunos?



Esse ano voltei a sala de aula, assumindo uma turma de Pré B, e conversando com a professora do outro turno pensando em maneiras de cativar nossos alunos escolhemos o Pequeno Príncipe como tema da nossa decoração e o livro A menina do cabelo roxo e o principezinho de Léia Cassol como projeto de adaptação no começo do ano.
Pensando nisso essas são algumas marcas que quero deixar nos meus alunos, quero que eles levem sempre essa confiança em seus professores que a sala de aula seja um espaço onde eles possam expressar suas ideias, possam desenvolver sua criatividade e também marcas de carinho, afeto, respeito.





Aquisição da Linguagem

Comportamental/Behaviorismo ( Skinner, 1957) - Interessa-se pelos aspectos observáveis do comportamento; procura por estímulos que predizem o aparecimento de respostas; enfoque na performance e não na competência.

Inatismo ( Chomsky, 1965, 1981) - A linguagem é um sistema simbólico de regras; distingue entre competência/performance e considera o desenvolvimento da linguagem como parte do desenvolvimento cognitivo não linguístico.

Construtivismo ( Piaget, 1979) - A linguagem tem uma gramática independente do uso; as línguas possuem regras regulares; a linguagem é uma característica da espécie humana com forte base genética.

Interacionismo ( Vygotsky, 1962) - Enfantiza o papel do ambiente na produção da estrutura da linguagem, considera que a linguagem dirigida à criança facilita o desenvolvimento e é determinante para que ocorra a aquisição

sábado, 9 de dezembro de 2017

Mais laboratório, menos auditório

Destaco a frase do professor Fernando Becker em que ele diz que “Inovar em educação significa tirar o aluno da inércia, do tédio, faze-lo trabalhar”. Achei muito interessante porque muitas vezes a palavra inovar é muito ligada a tecnologia e que em alguns casos na escola não temos acesso e por causa disso não inovamos com nossos alunos, tiramos eles da sua zona de conforto. Pode ser atitudes tidas como simples, mas que podem promover a inovação.
E mesmo tendo espaços tecnológicos na escola, a inovação não acontece, mantem-se a repetição e a cópia, mesmo podendo ser um espaço de experimentação, um laboratório, esse espaço torna-se mais um auditório na escola onde o aluno só aprende o que é ensinado.

Para transformar a escola cada vez mais em laboratório e menos auditório, nós professores devemos ser os primeiros a sair da nossa zona de conforto e mudar nossa forma de reagir frente a curiosidade e vontade de nossos alunos, provocando seus pensamentos e construindo suas aprendizagens

Censo Escolar

      Esse ano fiquei responsável  pelo censo escolar, nunca tinha feito ele e não conhecia muito sua função e importância. Normalmente conhecia as fichas de matrículas dos meus alunos para conhecer um pouco melhor eles, a das outras turmas não olhava, na hora de coletar informações do censo você tem que olhar todas as informações de todas as crianças e funcionários da escola.
      Uma informação que não aparece nas nossas matrículas é a raça mas no censo pergunta e, que em anos anteriores foi colocado não declarada, dessa vez foi perguntado aos pais para podermos ter uma informação certa para preencher um documento muito importante. E se ficamos em dúvida de como perguntar muitos pais e responsáveis ficaram em dúvida em responder. Muitos disseram amanhã eu respondo deixa eu pensar, e muitos preferiram deixar o não declarada.
      Ainda não modificamos as fichas de matrículas da escola, mas estamos nesse processo acredito que seja uma informação importante de ter na pasta do aluno, mas também muitos não sabem como declarar a raça ou não entendem bem em qual se encaixam.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Laudo

      Desconhecia o conteúdo da Nota Técnica 04/2014 do MEC/SECADI/DPEE em que as escolas atenderão crianças com ou sem laudo. Na minha visão a criança possuir o laudo ajuda na questão de exigir de órgãos superiores o auxiliar para esses alunos, sala de recurso e atendimento especializado.
      Assim como eu não conhecia, muitos outros colegas também desconhecem seu conteúdo, ou usam isso a fim de evitar alunos com necessidades educacionais especiais em suas salas, uma triste realidade. Bem como os órgãos públicos exigem que os pais corram atrás de um papel para que a criança receba um atendimento de acordo com sua realidade.
      Na minha escola temos alunos com laudo e alunos em processo de investigação, e mesmo tendo o papel esses alunos não recebem atendimento especializado na escola e nem auxiliares preparados, o que vejo na minha realidade escolar é uma ambiente muito acolhedor com esses alunos independente de laudo ou não e, boa vontade de professores e auxiliares que mesmo não tendo conhecimento específico tentam ao máximo tratar esses alunos com a melhor qualidade.


Método Clínico

     Gostei muito de realizar e apresentar a tentativa de aplicação do método clínico. Pois a questão ali não era saber quem acertou ou errou, mas fazer uma avaliação dos pontos a serem melhorados e se houve a compreensão de para que o método serve.
     Foi importante pois na aula discutíamos as possíveis análises de cada tentativa. No caso da minha ao mostrar pude compreender melhor como funcionou o pensamento da criança em que realizei, além de sanar a dúvida que tinha, porque no caso o M. contou as fichas e sabia quantas tinha mas na hora em que elas foram espaçadas a quantidade mudou para ele, e conversando antes de mostrar para a professora Tânia eu não sabia se ele já tinha essa conservação ou não.
     E durante as conversas a partir das análises das entrevistas de outros colegas podemos entender melhor os estádios e suas características, em uma forma mais prática.