domingo, 5 de agosto de 2018

Henri Wallon afetividade e aprendizagem

      Para Wallon as emoções tem o papel predominante no desenvolvimento da pessoa e é por meio delas que o aluno exterioriza seus desejos e suas vontades, pouco estimulado pelos modelos tradicionais de ensino.
      A emoção é altamente orgânica, altera a respiração, os batimentos cardíacos e até o tônus muscular tem momentos de tensão e distensão que ajudam o ser humano a sr conhecer.
      A proposta de Wallon põe o desenvolvimento intelectual dentro de uma cultura mais humanizada. Os elementos como: afetividade, movimentos e espaço físico se encontram num mesmo plano.





Consciência Fonológica

      Realizando a atividade sobre oralidade e consciência fonológica, compreendi o quanto é importante falar bem e reconhecer sílabas, fonemas, rimas, para todo o processo de alfabetização e escrita.
      Jogos e atividades simples conseguem ter ótimos resultados neste processo. Esta foram algumas das ideias que relatei:


Jogo memória das sílabas
Pares de cartões com desenho e com o número de sílabas correspondente a cada desenho.
Cada jogador deve procurar o par para a primeira peça levantada. Encontrando o par, o jogador pega para si as duas peças e repete a jogada até não mais completar o par, passando a vez ao próximo jogador.


Livro das rimas
Construção do livro das rimas, em grupo as crianças dedicam cada página a um determinado som final, exemplo “ão”; as crianças desenham ou colam imagens que terminam como som selecionado, exemplo pão, sabão, cão.


Bingo da letra inicial ou sílaba inicial
Cartelas com desenhos variados uma para cada jogador, saquinho com palavras de tenham a sílabas ou letra inicial dos desenhos das cartelas.
Sorteia a palavra e fala em voz alta, os jogadores procuram em suas cartelas o desenho que corresponde aquela letra inicial ou sílaba, até completar toda a cartela.

Alfabetização de Adultos

      Aprender a ler e escrever já não é mais memorizar sílabas, palavras ou frases, mas refletir criticamente sobre o próprio processo de ler e escrever e sobre o profundo significado da linguagem. E na alfabetização de adultos a realidade e leitura de mundo do aluno deve ser usada ao seu máximo, pois essas pessoas tem muitas vivências e a escola ao se aproximar disso faz com que esse aluno fique motivado em continuar seus estudos.
      Como em um dos vídeos disponibilizados na interdisciplina, se uma criança já carrega uma bagagem sobre a escrita e a leitura imagina um adulto.

Interdisciplinaridade

      Ao longo de todo o curso fomos entendendo melhor e conhecendo na prática a interdisciplinaridade, no começo ao olhar as interdisciplinas parecia que elas não teriam um ponto ou mais de ligação. Mas pelo contrário ao passar das atividades elas se encaixavam umas nas outras e também com as demais dos outros semestres.
     
      E neste tínhamos a tarefa de desenvolver um planejamento interdisciplinar, com no mínimo três disciplinas envolvidas,a ser aplicado em nossas turmas. Em um primeiro momento não senti dificuldade pois trabalhando com pré-escola as disciplinas são desenvolvidas em conjunto. Mas entendo que em outras modalidades de ensino esta seja uma tarefa muito difícil, muitos professores não gostam da ideia de trabalhar em conjunto, talvez não entendam essa metodologia e os benefícios dela, muitas escolas não tem apoio ou condições de promover um ambiente favorável a interdisciplinaridade.
     

sábado, 4 de agosto de 2018

Centro de interesses

     O Centro de Interesse é uma técnica pedagógica "criada por Ovide Decroly, conhecido pelos seus estudos sobre a psicologia infantil, principalmente sobre o desenvolvimento da criança e a preservação de sua liberdade . A base psicológica desta estratégia reside em considerar a vida mental do indivíduo como unidade; portanto , os temas ou conteúdos a serem estudados devem ser apresentados no seu todo e não repartidos em disciplinas ou áreas do conhecimento."(Nora Cecília Bocaccio Cinel , Centros de Interesse-Estratégia utiliza multidisciplinaridade para desenvolvimento global). 
   Segundo Cinel  "para desenvolver um Centro de Interesse, em primeiro lugar é preciso que o professor esteja atento aos três tipos de experiências (fases) preconizadas por Decroly, e que devem ser desenvolvidas adequadamente: observação, associação e expressão".
      Esta é uma proposta muito interessante, pois leva o aluno a ampliar seu conhecimentos através de uma temática relevante as suas vivências, além de proporcionar a turma diferentes pontos de vista sobre os temas, fazendo assim relações entre eles.
       

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Tecnologia na sala de aula

     



      Ao fazer as atividades de ETIC este semestre pude ver o quanto de tecnologias já usamos em sala de aula, e o quanto ela pode ser importantes para manter nossos alunos envolvidos nas aulas. Mas ainda a um longo caminho a percorrer, no meu caso na educação infantil de Imbé não temos tantos recursos disponíveis e muitos acreditam que não deveria ter mesmo.
      Sou bem curiosa em relação as ferramentas tecnológicas, muitas vezes não entendo e cometo bastante erros, mas estou sempre mexendo e descobrindo coisas novas. E adoraria poder usar mais isso em minha sala, claro que sei que o uso de tecnologia, por si só, não torna a prática do professor mais atraente ou eficaz, mas contribui bastante. Principalmente porque  hoje nossos alunos são digitais e amam a infinidade de possibilidades que existem nesse mundo.
      Analisando os projetos e atividades para um trabalho da interdisciplina, gostei muito de conhecer o Projeto UCA - Um computador por aluno, já conhecia esse tipo de experiência 1:1 assistindo vídeos de professores americanos usando esse tipo de ensino, interessante ver essa iniciativa tão perto de nós. Mas também sei que é uma novidade que não alcança muitas outras escolas.
      Agora com o estágio pela frente começo a pensar na possibilidade de incluir algo diferente para os meus alunos, sei das enorme dificuldades que vou encontrar, porém estou empolgada.

Inovação Pedagógica

      A minha definição de Inovação Pedagógica no fórum do Moodle foi
 Inovações Pedagógicas são um conjunto de ações que visam uma reconstrução das metodologias que envolvem o ensino como um todo.

      Complementando, acredito que as inovações contribuem para que não se fique preso aos mesmos processos e metodologias. E que a inclusão de novas ideias, inclusive as mais modernas tecnologias, não sirvam apenas como exposição mas que tenham no seu uso uma intenção metodológica para que assim ocorra a construção de novos saberes.
      Um professor tem que estar sempre se reinventando, saindo da sua zona de conforto, criando possibilidades para que seus alunos estejam cada vez mais engajados e consigam desenvolver efetivamente.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Entrevistas EJA

 
      Ao realizar as entrevistas para o trabalho de campo da Educação de Jovens e Adultos alguns pontos me chamaram a atenção:

  • Apesar das idades diferentes nossas entrevistadas voltaram a estudar pelo mesmo motivo, a quase perda do emprego, e se não fosse por isso provavelmente elas não voltariam a estudar;
  • São histórias de vida distintas mas marcadas pela necessidade e isto fez que a escola não fosse prioridade;
  • Vi também alegria e satisfação de poder concluir algo que estava a certo tempo abandonado;
  • Em frente a todas as dificuldades de lidar com cansaço, família, medo, ao perguntadas se poderiam contar um pouco sobre como foi voltar a estudar, percebemos no semblante um orgulho.
  • Acredito que isso fez ver o quanto a EJA é importante e necessária. 

Temas Geradores

      Os temas geradores promovem um maior envolvimento do educando em seu processo de aprendizagem, pois ele parte das vivências e experiências que cada um traz. Dialogando com os demais as temáticas vão ampliando e novos conhecimentos serão investigados. Estes temas serão o resultado desta reflexão coletiva em torno de assuntos de relevância e significado para o grupo.
      O que Paulo Freire pressupõe não é apenas uma proposta de ensino diferente, os temas geradores e os diálogos que ele desencadeia indica uma educação significativa, libertária, visando a transformação social.
    O uso dos temas geradores promovem uma conscientização e concepção de mundo do educando, pois ele vem das vivências dos alunos mas na troca com o outro essa visão de mundo é ampliada.

Tipos de avaliação

 
     Trabalhando na educação infantil a avaliação mediadora é muito aplicada, o desenvolvimento do aluno é visto como um todo, e esse todo é único em todas as suas especifidades. O aluno é visto nas atividades e no desenvolvimento cognitivo, mas também no seu relacionamento com os outros, o desenvolvimento físico.
     Por algum tempo achei que por fazer pareceres descritivos não fazia uma avaliação classificatória, mas engano, pois ao usar alguns alunos como parâmetro para os demais acabava que eu classificava, e o processo de avaliação classificatória é seletivo e excludente. A avaliação é vista como um fim e não como um meio para viabilizar o processo educativo.
      E como mostra a charge que ilustra essa postagem a avaliação é para ambas as partes professor e aluno.

Planejamento: Aspectos importantes baseados no texto de Rays (2000)



MOMENTOS
PRINCIPAIS IDÉIAS
DEGUSTAÇÃO
RELAÇÃO COM A PRÁTICA
  1. “Escola e realidade social”



A escola e sua contribuição para realidade escolar que está inserida é a primeira variável a ser levada em consideração no planejamento das atividades docentes.
Acredito que seja quais os pontos do planejamento do docente contribuem para a efetiva participação da escola na sociedade.
Na minha prática vejo uma falha, a escola não compreende a posição dela perante a comunidade e que consequentemente faz com que os professores e auxiliares não planejam atividades que contribuem para essa aproximação e realmente promover alguma mudança ou participação da comunidade escolar.
  1. “Retrato sociocultural do educando”



Análise da realidade sociocultural do educando, com base nessa análise juntamente com a variável inicial é onde realmente se inicia o planejamento das ações educativas.
Essa etapa é conhecer a realidade sociocultural do educando, mas como um todo não apenas economicamente.
A grande maioria dos alunos que frequentam a minha escola estão lá desde muito pequenos, alguns com 6 meses de idade, então acaba que conhecemos muitos sobre as características e realidade de cada um. Algumas vezes essa realidade é levada em consideração no planejamento outras vezes não.
  1. “Objetivos de ensino-aprendizagem e conteúdos de ensino”


Os objetivos de ensino-aprendizagem e os conteúdos são definidos num só momento e devem ser repensados ao longo do desenvolvimento do curso. As duas etapas anteriores não devem ser ignoradas pelo educador-planejador. Um objetivo de ensino aprendizagem concreto só tem valor se ligado a um conteúdo programático também concreto.
É definir os objetivos a serem alcançados ao longo do ano, objetivos ligados aos conteúdos e também que levem em consideração as etapas anteriores, de contribuição e papel da escola para a realidade social e a realidade sociocultural dos educandos.
Ao planejar minhas aulas semanalmente tento elaborar objetivos concretos que contemplem as diversas realidades da minha turma. Que sejam claros nas propostas que quero alcançar.
  1. “Procedimentos de ensino-aprendizagem”



Após as etapas anteriores nessa é onde são definidas as metodologias e práticas que serão postas em ação. Sempre que possível contar com a participação dos educandos. Não existe um procedimento pronto, ele pode e deve ser flexível para atender as necessidades de todos.
São criadas agora as práticas se serão utilizadas para alcançar os objetivos propostos, entender que toda metodologia é flexível que podem mudar para o melhor desenvolvimento.
A questão de ter uma metodologia flexível para a minha prática é muito presente. Muitas vezes o tempo não contempla todas as atividades e no outro dia ela já não faz mais sentido ou ocorrem fatos que faz com que a metodologia proposta seja mudada. O professor tem que ter sempre o plano b, c, o alfabeto inteiro e manter a cabeça aberta a novas ideias. E também manter a reflexão da ação, entender os motivos que deram ou não certo, buscar novas alternativas sempre.
  1. “Avaliação da aprendizagem”



O principal objetivo da avaliação não é classificar alunos, mas ser um elemento pedagógico que contribui para o trabalho docente e para o desenvolvimento das futuras ações com os educandos. O ato de avaliar só tem valor pedagógico se estiver a serviço da aprendizagem do aluno.
Que a avalição não deve ser usada para ranquear os alunos, mas para definir entender o que funciona e o que não funciona, para atender as necessidades de cada um.
Na minha prática com a educação infantil não existe prova ou um modelo de avaliação, ela é diária para podermos montar os pareceres descritivos de cada aluno.
Por algum tempo acabava escolhendo um aluno ou outro como parâmetro para os demais, e ao adquirir mais experiências parei com essa prática pois ela é excludente e acaba tendo como objetivo final uma turma homogênea. Hoje faço anotações sobre cada aluno na realização das atividades, sua participação, desenvolvimento, isso ajuda tanto na elaboração de pareceres individuais como também para um melhor desenvolvimento do meu trabalho, acabo por identificar assim o que melhor se adapta a cada aluno.
  
       Escolhi postar essa atividade no blog, pois considero ela muito importante. Fez com  que eu realmente parece e pensasse sobre como faço o meu planejamento e por mais que considere vários aspectos tratados no texto ao realizá-lo, muitas vezes entramos no piloto automático na hora de planejar. Por pensar que funcionou uma vez irá funcionar de novo e acaba que não acontece bem assim, ter um planejamento flexível ajuda bastante nessas horas mas também faz pensar melhor nos próximos projetos.

Escola Democrática

     As escolas democráticas se caracterizam por abordar a questão pedagógica diante de uma perspectiva baseada na liberdade e igualdade, eliminando as relações autoritárias presentes no modelo educacional tradicional. Além disso, as escolas democráticas se baseiam na democracia participativa, dando direitos de participação iguais para estudantes, professores e funcionários. Os adultos participam do processo educacional facilitando as atividades de acordo com os interesses dos estudantes. Os estudantes são livres para escolher as atividades que desejam ou que acham que devem fazer. Dessa forma aprendem a ter iniciativa, além de praticar uma atividade que é do seu interesse (TOSTO, 2011).
     Nas escolas democráticas os alunos são protagonistas da própria educação, desenvolvem cooperação, solidariedade, espírito de grupo e tolerância. 
     Na minha realidade escolar a democracia anda a passos lentos, existe pequenos avanços mas logo eles já voltam para trás. Mas na minha sala de aula tento aos poucos criar para os meus alunos um ambiente mais aberto ao diálogo e as vontade e inquietudes de suas cabecinhas aos poucos vão ganhando respostas através de nossas atividades. 


     
    Referência:
Tosto, Rosanei. ESCOLAS DEMOCRÁTICAS UTOPIA OU REALIDADE. Revista Pandora Brasil - Edição especial Nº 4 - "Cultura e materialidade escolar". p.1-9, 2011.

domingo, 13 de maio de 2018

Comênio

As propostas de Comênio, apesar de serem escritas a mais de 300 anos, mostram aspectos que até hoje são incompreendidos por muitos, como considerar a inteligência da criança, seus sentimentos, suas individualidades.
O importante na visão de Comênio seria orientar o que realmente é importante para a vida e não somente os aspectos que a escola considera necessário aprender. Seu pensar ainda é inovador. Muitas vezes não entendo  porque a maioria dos educadores não aceitam um  modelo de educação que valoriza e motiva o aluno a pensar, que o aluno seja o protagonista de sua aprendizagem.
Confesso que já fui uma professora que planejava aulas bastante tradicionais por achar que dessa maneira alcançaria os objetivos que a escola queria, mas aos poucos e com os estudos e reflexões fui mudando essa maneira. Agora com as leituras de Comênio percebi características que sempre achei importante como o relacionamento professor-aluno, como deve ser uma relação de confiança e de acreditar que a criança é capaz.
Buscar objetivos concretos, que tenham papel fundamental para a vida dos alunos, que ampliem sua visão de mundo e que os levem a pensar, a desenvolver coisas novas.

domingo, 22 de abril de 2018

Quais "marcas" eu quero deixar nos meus alunos?



Esse ano voltei a sala de aula, assumindo uma turma de Pré B, e conversando com a professora do outro turno pensando em maneiras de cativar nossos alunos escolhemos o Pequeno Príncipe como tema da nossa decoração e o livro A menina do cabelo roxo e o principezinho de Léia Cassol como projeto de adaptação no começo do ano.
Pensando nisso essas são algumas marcas que quero deixar nos meus alunos, quero que eles levem sempre essa confiança em seus professores que a sala de aula seja um espaço onde eles possam expressar suas ideias, possam desenvolver sua criatividade e também marcas de carinho, afeto, respeito.





Aquisição da Linguagem

Comportamental/Behaviorismo ( Skinner, 1957) - Interessa-se pelos aspectos observáveis do comportamento; procura por estímulos que predizem o aparecimento de respostas; enfoque na performance e não na competência.

Inatismo ( Chomsky, 1965, 1981) - A linguagem é um sistema simbólico de regras; distingue entre competência/performance e considera o desenvolvimento da linguagem como parte do desenvolvimento cognitivo não linguístico.

Construtivismo ( Piaget, 1979) - A linguagem tem uma gramática independente do uso; as línguas possuem regras regulares; a linguagem é uma característica da espécie humana com forte base genética.

Interacionismo ( Vygotsky, 1962) - Enfantiza o papel do ambiente na produção da estrutura da linguagem, considera que a linguagem dirigida à criança facilita o desenvolvimento e é determinante para que ocorra a aquisição