Ao longo da
vida do adulto ele acorda todos os dias e tem uma rotina, trabalho, estudos,
lazer... O que move o adulto, a realizar todas suas obrigações dia a dia?
Porque temos essa ânsia em buscar
objetivos? A vida adulta é a fase mais ativa socialmente e tentaremos pontuar suas peculiaridades.
É a fase
mais longa e produtiva do ser humano, saber o que motiva o adulto ao longo
desta fase, faz entender que somos principalmente motivados pelo desejo, mas, o
desejo também está entrelaçado com a
cultura com que a pessoa foi formada.
Para Mosquera (1982), a vida adulta pode ser
dividida em três fases:
Adultez jovem que
vai dos 20 aos 40 anos, onde a motivação se dá pela busca da valorização
pessoal, mostrar competência e ter desejo de recompensa rápida. Por exemplo o
trabalho, começa-se a pensar na carreira, em qualificação para o trabalho. A
motivação do adulto jovem além de ser um processo natural queremos melhorar,
existe a motivação de fora como as promoções no trabalho.
Adultez média que
vai dos 40 aos 65, busca afirmação e concretizar seus
objetivos, se sentir seguro com suas conquistas, há uma preocupação com as pessoas
que o cerca, preocupa se com o bem estar, nesta fase a
condição física não mais acompanhar seus desejos intrínsecos. Na adultez média
uma grande motivação é a questão familiar, querer ver a família bem, os outros
bem. Além de estar mais seguro, a motivação veem ao ver os outros também
felizes.
Adultez velha ou tardia,
as preocupações com seu bem estar, saúde se sobressaem,
há um aumento na qualidade de vida por causa dos avanços da medicina, mas mesmo
tendo uma vida confortável há outros,
fatos que fazem com que perdurem preocupações como o modo com que são tratados,
não damos valor as pessoas mais velhas. Nesta fase há uma busca por ser independente, mostrar que
ainda é capaz de realizar funções básicas para sobrevivência.
Nesta fase a motivação é mostrar ser
capaz, de seguir em frente, para muitos a motivação maior é provar que consegue
manter suas necessidades básicas, para outros é fazer algo que, teoricamente,
só os mais jovens consegue, como competir em algum esporte.
Devemos salientar que as faixas
etárias não são restritas podem variar, de acordo com o meio social em que a
pessoa está inserida.
Para
entender as motivações, temos que entender que o adulto tem características
próprias, seus desejos e necessidades iram de
encontro de sua cultura.
A motivação
segundo Alonso Tápia, (2005 apud Betina Santos e
Denise Antunes, 2007) é um conjunto de variáveis que ativam a conduta do ser
humano e orientam em determinado sentido para poder alcançar um objetivo. É um
processo que cada ser humano aprende de formas distintas, em virtude de suas
relações interpessoais e intrapessoais. Desde a infância, as interações
com outros seres humanos irão contribuir mas não de forma determinista, à
internalização dos motivos intrínsecos possam revelar-se em renovados processos
motivacionais internalizados.
As pessoas
são motivadas por diversas fontes, seja ele um objetivo imediato, ou aqueles
que iram ser buscados ao longo da vida. São esses motivos que impulsionam o adulto a seguir em frente, ter energia em busca daquilo que almeja.
A motivação na vida adulta é o
combustível para se viver intensamente, buscando sempre mais e melhor, é
através dela que temos força de vontade para levantarmos todos os dias da cama
e traçar metas a serem alcançadas, afinal não é fácil ser um adulto com
responsabilidades, cobranças, deveres, obrigações e tudo mais que a sociedade
nos cobra quando estamos nessa fase da vida.Seja em qual fase ou situação da vida em que nos encontramos, é do ser humano buscar motivações para viver.
Referências: SANTOS, B.
S. ANTUNES, D. P. Vida adulta, processos motivacionais e diversidade. [en linea] 2007,
ano 1, (janeiro-março) : Sistema de Informácion Científica. Red de Revistas
Científicas de América Latina Y el Caribe, Espanã e
Portugal. Disponível em: http://www.redalyc.org/html/84/84806108/ Acessado em:
XX de maio de 2017. Pg 149-164.
MOSQUERA,
Juan José Mouriño; STOBÄUS, Claus Dieter. Vida Adulta: Visão Existencial e
Subsídios para Teorização. Educação,
Porto Alegre, n. 5, p. 94-112, 1982.