sábado, 9 de dezembro de 2017

Mais laboratório, menos auditório

Destaco a frase do professor Fernando Becker em que ele diz que “Inovar em educação significa tirar o aluno da inércia, do tédio, faze-lo trabalhar”. Achei muito interessante porque muitas vezes a palavra inovar é muito ligada a tecnologia e que em alguns casos na escola não temos acesso e por causa disso não inovamos com nossos alunos, tiramos eles da sua zona de conforto. Pode ser atitudes tidas como simples, mas que podem promover a inovação.
E mesmo tendo espaços tecnológicos na escola, a inovação não acontece, mantem-se a repetição e a cópia, mesmo podendo ser um espaço de experimentação, um laboratório, esse espaço torna-se mais um auditório na escola onde o aluno só aprende o que é ensinado.

Para transformar a escola cada vez mais em laboratório e menos auditório, nós professores devemos ser os primeiros a sair da nossa zona de conforto e mudar nossa forma de reagir frente a curiosidade e vontade de nossos alunos, provocando seus pensamentos e construindo suas aprendizagens

Censo Escolar

      Esse ano fiquei responsável  pelo censo escolar, nunca tinha feito ele e não conhecia muito sua função e importância. Normalmente conhecia as fichas de matrículas dos meus alunos para conhecer um pouco melhor eles, a das outras turmas não olhava, na hora de coletar informações do censo você tem que olhar todas as informações de todas as crianças e funcionários da escola.
      Uma informação que não aparece nas nossas matrículas é a raça mas no censo pergunta e, que em anos anteriores foi colocado não declarada, dessa vez foi perguntado aos pais para podermos ter uma informação certa para preencher um documento muito importante. E se ficamos em dúvida de como perguntar muitos pais e responsáveis ficaram em dúvida em responder. Muitos disseram amanhã eu respondo deixa eu pensar, e muitos preferiram deixar o não declarada.
      Ainda não modificamos as fichas de matrículas da escola, mas estamos nesse processo acredito que seja uma informação importante de ter na pasta do aluno, mas também muitos não sabem como declarar a raça ou não entendem bem em qual se encaixam.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Laudo

      Desconhecia o conteúdo da Nota Técnica 04/2014 do MEC/SECADI/DPEE em que as escolas atenderão crianças com ou sem laudo. Na minha visão a criança possuir o laudo ajuda na questão de exigir de órgãos superiores o auxiliar para esses alunos, sala de recurso e atendimento especializado.
      Assim como eu não conhecia, muitos outros colegas também desconhecem seu conteúdo, ou usam isso a fim de evitar alunos com necessidades educacionais especiais em suas salas, uma triste realidade. Bem como os órgãos públicos exigem que os pais corram atrás de um papel para que a criança receba um atendimento de acordo com sua realidade.
      Na minha escola temos alunos com laudo e alunos em processo de investigação, e mesmo tendo o papel esses alunos não recebem atendimento especializado na escola e nem auxiliares preparados, o que vejo na minha realidade escolar é uma ambiente muito acolhedor com esses alunos independente de laudo ou não e, boa vontade de professores e auxiliares que mesmo não tendo conhecimento específico tentam ao máximo tratar esses alunos com a melhor qualidade.


Método Clínico

     Gostei muito de realizar e apresentar a tentativa de aplicação do método clínico. Pois a questão ali não era saber quem acertou ou errou, mas fazer uma avaliação dos pontos a serem melhorados e se houve a compreensão de para que o método serve.
     Foi importante pois na aula discutíamos as possíveis análises de cada tentativa. No caso da minha ao mostrar pude compreender melhor como funcionou o pensamento da criança em que realizei, além de sanar a dúvida que tinha, porque no caso o M. contou as fichas e sabia quantas tinha mas na hora em que elas foram espaçadas a quantidade mudou para ele, e conversando antes de mostrar para a professora Tânia eu não sabia se ele já tinha essa conservação ou não.
     E durante as conversas a partir das análises das entrevistas de outros colegas podemos entender melhor os estádios e suas características, em uma forma mais prática.

Mostra de vídeos

     Em um primeiro momento a produção de um pequeno filme causa muita estranheza, a proposta da interdisciplina era interessante bem como desafiadora.
     Escolher um tema já é difícil fazendo sozinho, em grupo então foram muitas conversas até definir nosso tema, falar sobre a influência da mãe de santo e sua casa na comunidade escolar da EMEI que leciono.
     Foram vários pontos a serem discutidos e realizados, pesquisas na comunidade, entrevistas, visitas a nossa personagem do mini documentário, filmagens e edição.
     Ao ver finalmente o vídeo pronto, foi muito satisfatório apesar de não ter ficado 100% perfeito acredito que a história que queríamos contar e a mensagem que ele traz foi passada para os demais colegas.
     Olhando e refletindo sobre os demais vídeos, vejo que todos passamos pelos mesmos momentos de dificuldade em trabalhar com essa ferramenta e principalmente o quanto de histórias diferentes e de lutas existem para serem contadas.
     Foi uma noite incrível de superação para nós estudantes e também de ver e ouvir histórias de superação.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Se está na internet é verdade.

      Uma frase que me chamou a atenção no vídeo do historiador Leandro Karnal sobre o impacto das redes sociais na vida das pessoas, foi quando ele diz que a nossa seleção da verdade hoje, é uma seleção afetiva de identidade, não é uma seleção objetiva. E muitas vezes é assim não só com as mídias sociais, mas se não me identifico não gosto.
     Na leitura do texto vemos como se dá essa compreensão de leituras e o processo de assimilação do conteúdo lido, ao contrário de muitos textos de redes sociais que veem editados para chamar a atenção.
     Acredito que qualquer forma de ser receber a informação seja muito importante, e vai de cada indivíduo saber assimilar e compreender cada afirmação, buscando sempre diversas fontes a fim de montar seu argumento. 
      

Nem sempre o texto que aparece no Facebook deve ser considerado fonte absoluta para disseminar qualquer verdade, pesquisar, buscar outras pesquisas ajudam muito a evitar que falsas verdades sejam divulgadas.

Estádios do desenvolvimento

     Começamos os estudos sobre os estádio do desenvolvimento de acordo com a teoria de Piaget no 2º semestre e agora no 6º eles foram aprofundados. Tive que ler, reler os textos para conseguir entender e preencher o meu quadro.
E acredito que houve poucas divergências com o quadro já preenchido disponibilizado.

Mas apesar de ter completado a atividade, foi durante a aula presencial que pude compreender mesmo os estádios e muitas dúvidas foram sanadas. 


Diferenças raciais

     Escolhi uma atividade que estava como sugestão, o poema as borboletas, e que já havia trabalhado com a minha turminha do ano passado, o objetivo da atividade naquele momento era trabalhar sobre o ciclo da borboleta, mas fiz algumas anotações no meu diário e que agora se encaixam com os temas propostos na interdisciplina.
      Apesar de tratar a borboleta preta como escuridão meus alunos não entenderam como uma coisa negativa apenas como se ela fosse a borboleta da noite. No momento da atividade resolvemos enfeitar o cartaz e um aluno pintou a mão do outro com a cor de sua escolha, para fechar as duplas eu também participei, na hora de escolher uma cor para a minha borboleta a Gaby escolheu a preta e outras questionaram e ela disse eu gosto e a minha cor, já havia notado não só neste trabalho mas em outros que ela perguntava se podia pintar os personagens com a cor dela, depois que a minha borboleta foi feita outro coleguinha também quis porque ela tinha ficado linda.

      Lembro durante a atividade o carinho de um com o outro, caprichando na pintura da mão do colega, escolhendo uma cor preferida e que tivesse significado.
      Já esse ano presenciei uma situação em uma outra turminha envolvendo o preconceito racial, algo que em anos anteriores nunca tinha presenciado, num primeiro momento você fica sem reação e tenta contornar a situação. Mas contornar ela não é a maneira certa de lidar. As propostas de seminário integrador e também de filosofia da educação ajudaram muito na tentativa de lidar com o tema. Não é fácil e não está completamente encerrado mas abriu caminhos para a discussão tanto entre alunos na sala mas também na parte administrativa e pedagógica da escola.


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Modelos Pedagógicos e Epistemológicos


    Preenchendo o quadro dos modelos pedagógicos e epistemológicos foi um momento de reflexão não só sobre as atividades desenvolvidas em Psicologia tanto a I quanto agora a II, mas também sobre como conduzo as minhas aulas, e creio que quase nenhum professor consiga se encaixar em apenas um modelo ou seguir um. Nossas experiências ao longo de nosso exercício moldam como trabalhamos em alguns momentos agimos de tal forma em outros de mudamos nossa forma de agir. Acredito que essa adaptação seja natural.




Ética em sala


     Ética é um fator imprescindível de convivência em sociedade. Nós como educadores temos que agir como exemplo, não só em sala mas fora dela e promover em nossa sala e também em todo o ambiente escolar e não escolar um ambiente de convivência harmoniosa onde as diferenças são aceitas e respeitadas e conflitos são resolvidos de maneira clara e esclarecida.
     Preparar o aluno para conviver em sociedade, com os mais diversos indivíduos, sabendo respeitá-los. Promover com seus alunos comunicação livre e aberta condição importante para desenvolver a ética.
     O apoio e influência da família conta muito e esse diálogo tem que ser aberto também com a família, pois não adianta esperar um comportamento da criança se suas experiências fora da escola não contribuem para isso.

Dossiê da Inclusão




      Realizando o dossiê da inclusão na minha escola, percebi o quanto distante estamos de ser uma escola inclusiva, a uma barreira enorme entre receber esses alunos e proporcionar as mesmas condições de aprendizagem e convívio para todos.
Acredito que falta sensibilidade em entender as necessidades de cada um, e não ver a criança com necessidades especiais apenas como um número ou um laudo que precisa ser cumprido por determinada lei.
Na integração dessas crianças na escola, vejo eles muito envolvidos com as suas turmas e demais funcionários da escola, são tratados com muito respeito e carinho, mas isso acaba não sendo suficiente e nem suprindo as necessidades educacionais deles. Se estamos sempre buscando o melhor em termos de práticas pedagógicas para nossos alunos tidos “normais”, porque temos tanto dificuldade e resistência em também oferecer qualidade para esses alunos. Sinto por vezes um jogo de empurra-empurra, estamos cumprindo a lei já é suficiente, os profissionais especializados que cuidem do resto. E para aquela criança não é suficiente, não deve ser, ela tem o direito de não só estar na escola, mas também de receber tratamento e educação necessário para o seu de
senvolvimento.

Sobre crocodilos e avestruzes

        Após a leitura do texto “Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação”, da psicóloga e professora Dra. Ligia Assumpção Amaral, ela através das representações de “crocodilos” e “avestruzes”, relacionando suas particularidades e diferenças com as diversidades e diferenças humanas.
            As diferenças são comuns a condição humana, somos diferentes uns dos outros, porém a falta de conhecimento perante as diferenças sejam elas físicas, comportamentais ou de personalidade, faz com que o preconceito ainda ocorra. Se alguma coisa é diferente ou destoa dos padrões é apontado como anormal. Porém a autora do texto, pontua o que pode refletir em uma mudança de pensamento. Diz ela: “.... Pode se pensar a anormalidade de forma inovadora: não mais e somente como patologia..., mas como expressão da diversidade da natureza e da condição humana...”
            A autora fala de crocodilos nomeando-os de “preconceitos”, os medos que carregamos ao tratar de pessoas “diferentes”. Esses são os mitos que carregamos e muitas vezes propagamos no ambiente escolar. E também mostra os avestruzes que ao esconder a cabeça na areia não irá acrescentar ou auxiliar os alunos no convívio escolar.
            Como educadores um dos nossos maiores crocodilos é a ideia de que o deficiente é incapaz, não enxergar suas potencialidades, ver apenas a deficiência e tratar ela como empecilho, uma barreira para a aprendizagem e socialização do aluno.
            Mas não devemos enterrar nossa cabeça e fingir que não estamos vendo, devemos trabalhar para derrubar os nossos próprios crocodilos e olhar para a deficiência como uma das muitas peculiaridades do aluno, promovendo igualdade de integração e aprendizagem de todos nas suas muitas diferenças.


REFERÊNCIA:


AMARAL, Ligia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas, preconceitos e superação.  In: AQUINO, Julio Groppa (org.).  Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998.

Pensar diferente incomoda


Dentre os exemplos que citamos de diversidade, seja ela a família, a física, a religiosa, os grupos em que convivemos, a diferença de opiniões foi na minha opinião a que mais temos dificuldades em aceitar.


Pensar diferente incomoda, e estamos cada vez mais intolerantes com a opinião do outro, relatos não faltam de pessoas que brigam, deixam de se falar por ter opiniões diversas sobre determinado assunto. Por mais que algumas opiniões sejam difíceis de entender as pessoas tem esse direito, posso não concordar mas tenho que aceitar o direito dela. E vejo que muitas discussões acontecem por não entender a diferença entre concordar com a opinião e apenas escutar e discordar, é uma briga para fazer valer a sua voz, o seu certo e o errado do outro. 


Confesso que estou sempre me policiando porque aceitação é um exercício diário, não é fácil escutar pensamentos absurdos e apenas expor seu ponto de vista sem querer fazer o outro aceitar o seu certo.




"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disse, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las"

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Argumentação

Interessante poder saber mais sobre argumento, é sempre muito bom  poder saber argumentar sobre algum assunto e acredito que neste momento do nosso curso primordial para escritas mais aprofundadas e reflexivas.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Eixo VI

Começou mais um eixo e como escreveu o professor Credine faltam esse e mais 3, estavam nos aproximando da reta final do curso.
Começamos com Seminário Integrador onde vamos falar sobre diversidade. Na apresentação nosso grupo escolheu falar sobre alguns pontos, família, padrão físico, religião, opiniões, nosso grupo em si. E apesar de não ser uma assunto muito novo parece que só os últimos tempo estamos tratando dela e aceitando essas diversidades que sempre existiram.
E como é difícil aceitar e compreender as nossas diferenças e se é difícil para nos como vamos passar isso para nossos alunos. Gostei muito da frase de um outro grupo "Felicidade é coisa séria" que se tratarmos a diferença do outro como a felicidade, e quanto ela é importante, conseguiremos assim respeitar e aceitar.



segunda-feira, 17 de julho de 2017

Políticas educacionais

   
     Gestão democrática, os materiais didáticos-pedagógicos e a formação dos professores são fatores determinantes para a qualidade social da educação.
     Projetos, leis e decretos são criados a fim de garantir uma educação de qualidade para todos, sem discriminações. Muitas ações são tomadas e projetos são criados, mas muitos deles só sobrevivem de acordo com o governo em vigor, não de acordo com as necessidades da comunidade escolar em geral.

Analisando o blog

     Neste semestre em Seminário Integrador as atividades envolveram a análise das postagens dos eixos anteriores, não só as próprias mas também de um colega escolhido por sorteio.
     Fomos classificando as postagens entre descritiva, reflexiva, questionadora, pensamentos e poesias e, cópia de atividades.
     É importante sempre estar lendo e relendo seu blog, é uma forma de acompanhar nossa evolução, percebi que tenho que melhorar e muito, ainda tenho insegurança ao escrever por isso não faço com frequência. Mas também percebi também como a minha relação entre conteúdo estudado e prática em sala de aula evoluiu.
     A segunda parte da atividade consistia em fazer a análise consolidada juntamente com o outro colega. Por não termos muito contato essa parte ainda não conseguimos fazer.

domingo, 9 de julho de 2017

Sobre a aula...


A aula de Organização de Ensino Fundamental e Organização e Gestão da Educação foi incrível, primeiro a dinâmica do informante, ouvinte e observador, fez com que pudêssemos falar sobre algum conceito trabalhado nas interdisciplinas, explicando para o colega que ouvia e depois fazia perguntas e observador cuidava de toda a dinâmica e depois tecia seus comentários. Foi muito interessante e também complicado só poder falar ou só ouvir, mas muito importante para realmente trabalhar o que entendemos dos assuntos comentados.
E depois montamos um mapa sobre o que cada grupo tinha comentado e apresentamos para os demais colegas. Duas considerações importantes, primeiro como as duas interdisciplinas são interligadas, as vezes era difícil dizer qual assunto era de qual. Segundo ao ver a apresentação dos demais colegas as percepções de cada um sobre os assuntos. O quanto temos opiniões parecidas, ou como alguém explicando um ponto de vista você compreende mais.


sábado, 8 de julho de 2017

Avaliação na Educação Infantil


     Na educação infantil a avaliação é feita através de observações, para montarmos o parecer descritivo do aluno.É um processo constante e diário, fazemos mil anotações, tiramos fotos, para então construirmos o documento.
     Alguns dos pontos importantes que tirei do vídeo da Profª Jussara Hoffmann, trabalhado na interdisciplina:

* Não a avaliação do coletivo, a um avaliador e um avaliado. Muitas vezes escolhemos um aluno modelo, que será parâmetro para os demais, não levando em conta as singularidades de cada um.

* Todo planejamento é uma avaliação. Ao planejar estamos avaliando a nós mesmos, buscando novas ideias.

*Avaliar é cuidar do que o aluno aprende. É nessas observações que vemos o que faz sentido para o aluno, o que funciona ou não, reavaliamos nossas próprias atitudes.

     O processo de avaliação é um caminho de dois lados, ao passo que quando estou avaliando meus alunos, também avalio a minha forma de agir.

Fatores intra e extra escolares



            Os fatores intraescolares a qualidade da educação inclui as condições de oferta de ensino, a gestão e organização do trabalho escolar, a formação dos professores, o acesso à educação, a permanência e o desempenho escolar.
            A valorização do profissional da educação é passo de extrema importância para uma educação de qualidade, muito de nossos professores hoje se encontram desmotivados, com falta de recursos para suas aulas e esse fator influi em todo o andamento da escola.

            Já os fatores extraescolares que mais se destaca é a situação socioeconômica de aluno, família e comunidade escolar. A comunidade em que minha escola se encontra é bem carente e isso reflete muito nas crianças dentro da escola, mas cabe do professor fazer com que essa barreira se rompa aos pouco propiciando um ambiente acolhedor, motivador para os alunos.

Conselho Escolar

     Dentre os variados temas que estudamos em Organização do Ensino Fundamental e Organização e Gestão da Educação um que chamou muito a minha atenção foi o conselho escolar. Pra falar a verdade achei era apenas o conselho de educação do município, mas não, existe o conselho em cada escola.
    O que é esse conselho escolar, é um colegiado formado por representantes dos pais, professores, alunos e funcionários da escola e que tem como membro nato o gestor da mesma, são escolhidos através de eleição. O conselho escolar mobiliza, opina, decide e acompanha a vida pedagógica, administrativa e financeira da escola. Buscando assim uma nova forma de administração da escola, onde as decisões são coletivas, e as responsabilidades compartilhadas.
    Nenhuma escola do município tem e, acredito que não a nenhum movimento para que isso aconteça. Acredito que se ao menos o conselho municipal tentasse de alguma forma intervir ajudaria muito na questão. A primeira  atitude a se tomar acredito que seja fazer com que esse conhecimento chegue aos funcionários das escolas, a grande maioria também não sabe o que é.
    Por fim acredito que nossas escolas só viriam a ganhar se movimentos como esse existem em nossa realidade. Reclamamos tanto da falta de participação de comunidade escolar, falta de motivação de alunos, professores e funcionário e não proporcionamos esse ambiente de tomada de decisões conjuntas.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Motivações da vida adulta

Ao longo da vida do adulto ele acorda todos os dias e tem uma rotina, trabalho, estudos, lazer... O que move o adulto, a realizar todas suas obrigações dia a dia? Porque temos essa ânsia em buscar objetivos? A vida adulta é a fase mais ativa socialmente e tentaremos pontuar suas peculiaridades.  
É a fase mais longa e produtiva do ser humano, saber o que motiva o adulto ao longo desta fase, faz entender que somos principalmente motivados pelo desejo, mas, o desejo também está entrelaçado com a cultura com que a pessoa foi formada.  
 Para Mosquera (1982), a vida adulta pode ser dividida em três fases:  
Adultez jovem que vai dos 20 aos 40 anos, onde a motivação se dá pela busca da valorização pessoal, mostrar competência e ter desejo de recompensa rápida. Por exemplo o trabalho, começa-se a pensar na carreira, em qualificação para o trabalho. A motivação do adulto jovem além de ser um processo natural queremos melhorar, existe a motivação de fora como as promoções no trabalho.
Adultez média que vai dos 40 aos 65, busca afirmação e concretizar seus objetivos, se sentir seguro com suas conquistas, há uma preocupação com as pessoas que o cerca, preocupa se com o bem estar, nesta fase a condição física não mais acompanhar seus desejos intrínsecos. Na adultez média uma grande motivação é a questão familiar, querer ver a família bem, os outros bem. Além de estar mais seguro, a motivação veem ao ver os outros também felizes.
Adultez velha ou tardia, as preocupações com seu bem estar, saúde se sobressaem, há um aumento na qualidade de vida por causa dos avanços da medicina, mas mesmo tendo uma vida confortável há outros, fatos que fazem com que perdurem preocupações como o modo com que são tratados, não damos valor as pessoas mais velhas. Nesta fase há uma busca por ser independente, mostrar que ainda é capaz de realizar funções básicas para sobrevivência. 
Nesta fase a motivação é mostrar ser capaz, de seguir em frente, para muitos a motivação maior é provar que consegue manter suas necessidades básicas, para outros é fazer algo que, teoricamente, só os mais jovens consegue, como competir em algum esporte.
Devemos salientar que as faixas etárias não são restritas podem variar, de acordo com o meio social em que a pessoa está inserida.
Para entender as motivações, temos que entender que o adulto tem características próprias, seus desejos e necessidades iram de encontro de sua cultura. 
A motivação segundo Alonso Tápia, (2005 apud Betina Santos e Denise Antunes, 2007) é um conjunto de variáveis que ativam a conduta do ser humano e orientam em determinado sentido para poder alcançar um objetivo. É um processo que cada ser humano aprende de formas distintas, em virtude de suas relações interpessoais e intrapessoais. Desde a infância, as interações com outros seres humanos irão contribuir mas não de forma determinista, à internalização dos motivos intrínsecos possam revelar-se em renovados processos motivacionais internalizados.
As pessoas são motivadas por diversas fontes, seja ele um objetivo imediato, ou aqueles que iram ser buscados ao longo da vida. São esses motivos que impulsionam o adulto a seguir em frente, ter energia em busca daquilo que almeja.  
A motivação na vida adulta é o combustível para se viver intensamente, buscando sempre mais e melhor, é através dela que temos força de vontade para levantarmos todos os dias da cama e traçar metas a serem alcançadas, afinal não é fácil ser um adulto com responsabilidades, cobranças, deveres, obrigações e tudo mais que a sociedade nos cobra quando estamos nessa fase da vida.Seja em qual fase ou situação da vida em que nos encontramos, é do ser humano buscar motivações para viver.


Referências: SANTOS, B. S. ANTUNES, D. P. Vida adulta, processos motivacionais e diversidade.  [en linea] 2007, ano 1, (janeiro-março) : Sistema de Informácion Científica. Red de Revistas Científicas de América Latina Y el Caribe, Espanã e Portugal.  Disponível em: http://www.redalyc.org/html/84/84806108/  Acessado em: XX de maio de 2017. Pg 149-164.


MOSQUERA, Juan José Mouriño; STOBÄUS, Claus Dieter. Vida Adulta: Visão Existencial e Subsídios para Teorização. Educação, Porto Alegre, n. 5, p. 94-112, 1982.


terça-feira, 4 de julho de 2017

Ser professor

Ao longo de nossas vivências e experiências percebemos que ser professor é muito mais do que transmitir conhecimento. Acredito que é gostar do que se faz, é criar laços com seus alunos, saber que estamos em constante mudança e formação.
Primeiramente não a como ser professor sem gostar da profissão, é estar feliz nas pequenas coisas e até não estar muito satisfeito mas buscar sempre seu melhor. Ser professor é compreender que somos partes fundamentais de uma engrenagem, que as vezes precisa de um empurrão a mais para continuar, mas que não deve parar.
Criar laços com seus alunos, acredito que tudo funciona melhor com confiança, cuidado e atenção, e convivendo tanto tempo junto esses laços se criam naturalmente, uns mais fortes que os outros, mas estão ali de alguma forma e são importantes em vários momentos.
O professor sabe que sua formação e mudança acontece sempre, a todo momento. Não podemos ficar parados, ou fazer mais do mesmo. Nossos alunos precisam disso, ver no professor a capacidade de se reinventar sempre.

Ser professor é ser inspiração, é ser o sopro do novo, ou reinvenção do velho, é conseguir olhar para o outro de maneira mais humana.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Escola é...


     Esta mensagem de Paulo Freire recebemos da Professora Rosaria, de Organização do Ensino Fundamental, me lembrou uma atividade que realizamos semestre passado sobre as memórias que temos da escola.
A mensagem faz com que você repense sobre o quanto a escola significa para nós,para nossos alunos, já que passarmos tanto tempo nela. Será que estamos proporcionando esse ambiente para nossos alunos? Será que nós enquanto profissionais estamos nos sentindo bem na escola?

terça-feira, 27 de junho de 2017

Gestão Democrática

O termo "gestão democrática da escola pública" foi legalizada pela Constituição Federal de 1988 (inciso VI do artigo 206) e referendada pela LDB 9.394/96 (inciso VIII do artigo 3).
A gestão democrática preza pelo trabalho coletivo, envolvimento de todos nas tomadas de decisões, a  fim de conquistar uma escola de qualidade.


Lendo os textos da interdisciplina, percebo muito pouco disse em minha realidade escolar. Ainda temos diretor por indicação, apesar do bom trabalho realizado), essa é uma das primeiras questões levantadas nesse tipo de gestão. Como defender e buscar a participação da comunidade se não foi ela que escolheu. Dentre outras coisas, como não temos conselho escolar na escola apenas no município, o qual também não vejo participação.
Algumas ações feitas na escola são muito bem aceitas pela comunidade escolar e com bastante participação, então penso que se fosse proporcionado um ambiente favorável a esse modelo teríamos bastante êxito. Não é tarefa fácil, mas seria um começo.

Em qual concepção de gestão escolar encontra-se minha escola?

Pergunta realizada na aula de Organização e Gestão da Educação, dentre as quatro opções ( técnico-científica, autogestionária, interpretativa, democrática-participativa), é muito difícil encaixar a minha escola em apenas uma dessas.
Vejo muito da técnico-científica, modelo nos moldes mais tradicionais de administração, mas também vejo, apesar de pequenas, ações dos outros tipos que têm em comum o fazer coletivo, buscar a participação de todos na gestão.

domingo, 14 de maio de 2017

Professor Reflexivo

             Ser professor reflexivo é ser capaz de analisar e tentar compreender nossas ações e práticas em sala de aula, no cotidiano. Buscando sempre aprimorar nossa prática pedagógica.
O PEAD contribui muito neste processo, a todo o momento estamos refletindo e analisando nossas práticas, seja ao realizar alguma atividade ou em discussões em fóruns e no presencial.
Umas das ações que auxiliam esse meu processo de reflexão é o momento de fazer o parecer dos meus alunos. Ao longo do trimestre faço anotações sobre cada um em diversos momentos, durante as atividades e demais situações, e quando começo a fazer o parecer, sento e analiso o desenvolvimento de cada um. Nessas horas consigo pensar melhor na minha própria prática o quanto ela está afetando cada aluno, o que posso melhorar, o que deu certo.
 É uma forma de pensar também como essas observações irão encaixar nos meus planejamentos.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Workshop de Avaliação IV

            Por ter passado algum tempo do final do semestre, estava mais nervosa ao apresentar esse workshop do que o primeiro.
Mas foi o que mais gostei, apesar de não ter ficado muito feliz com a escrita da síntese reflexiva, consegui na apresentação oral expressar tudo o que queria e notei aprendizagens montando a apresentação depois de já ter escrito a síntese.
O aprendizado é contínuo, a todo momento lembramos e notamos algo novo ou nos certificamos daquilo que já fazemos.



Recuperação


Fiquei de recuperação, que susto! Foi um semestre que não administrei meu tempo para os estudos e as atividades foram acumulando e junto com a correria de final de ano letivo não consegui dar conta.
No final não foi uma forca como a imagem mostra, apenas tínhamos que realizar as atividades que ficaram abertas (eram muitas por sinal), mas foi um período que me senti muito mal, como aluna sabia que podia mais.
Mais esforço e estudos neste novo semestre e espero que recuperação nunca mais.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Como as ciências da natureza podem auxiliar na construção de ideias cada vez mais complexas de mundo?


Que o estudo da ciências naturais através de suas investigações, experimentações e observações, a criança procura respostas, cria hipóteses, desenvolve ideias e isso contribui não só para a ciências mas para outras matérias e questionamentos em geral.
 Então para que as ciências da natureza possam auxiliar na construção de ideias cada vez mais complexas de mundo, temos que desacomodar e provocar nossos alunos, aproximar o conteúdo à sua vida, seu cotidiano, fazendo com que ele dê significado ao que está aprendendo.

Construção da identidade

A proposta de atividade da interdisciplina em falar do lugar onde moramos, um local que visitamos foi muito interessante, estudar mais da minha cidade ver fotos que não conhecia. Mas gostei muito de fazer o vídeo, e escolhi falar sobre ser gaúcho, qualquer gaúcho tem orgulho de ser, muitos até bairristas demais, mas a personalidade encaixa, parece que identifica na cara, mas também nos hábitos, nossas tradições muitas admiradas, outras tidas como estranhas.

Memória docente


Tenho muitas memórias da escola, como aluna, como filha de funcionária e agora como professora.
Essas memórias e fotos moldam e influenciam muito a maneira que sou em sala de aula, lembrando dos professores que eu admirava na infância e lembro com muito carinho e quero ser assim para os meus alunos que eles tenham ótimas lembranças também da escola, que a escola não seja motivo de tristeza, cansaço ou lembranças ruins.
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Espaço e forma

O espaço e forma são muito mais trabalhados na atividades físicas, como na amarelinha, quando fazemos atividades com lateralidade utilizando danças e músicas, mas também na organização da sala cada objeto em um lugar. E as formas geométricas são muitas vezes apenas apresentadas, quando tem que pintar de determinada cor ou encaixar naqueles blocos de acordo com a forma, mas pode ir além disso, usando obras de arte, e dobraduras.
Interessante que o principal ponto de referencia da criança tem no começo é o seu próprio corpo, que a lateralidade é somente construída a partir do momento que outros pontos de referencias são adotados. Porque quando você fica na frente da criança e levanta a mão direita, ela levanta a esquerda.

1º Experimento

Fiz o experimento da sacola com água com os meus alunos. Expliquei que iria fazer uma mágica, mostrei a sacola cheia de água, os lápis que estavam bem afiados, perguntando o que eles achavam que iria acontecer se eu enfiasse os lápis na sacola, a maioria achou que estouraria que nem um balão de ar e apenas uma achou que iria vazar só um pouco de água.
Antes de furar com o primeiro lápis, muitos ficaram com medo, mas depois que passou e nada aconteceu houve expressões de espanto, aplausos e gritos.
Acredito que como que para qualquer outra aprendizagem aconteça o fator curiosidade é muito importante, assim como fiquei curiosa quando o professor a fez na aula presencial e procurei entender o porquê, poder despertar isso nos alunos é incrível. Além disso criar um ambiente, uma expectativa é muito importante e faz com que qualquer aula seja maravilhosa.

Classificação e seriação

Observando meus alunos brincarem com Lego, percebi uma dupla brincando e na quantidade de peças que tinham primeiro separaram por cores, e depois formaram torres de cada cor, formando com pecinhas da maior para a menor. Depois eles ainda comparam que a azul é maior que a vermelha, e assim ficaram por um bom tempo.
Segundo Toledo (1997) a classificação é iniciada na educação infantil e retomada nas séries iniciais em níveis diferentes de abordagem. No meu caso eles brincando livre criaram essas possibilidades que com o tempo podem ser trabalhados em uma abordagem pedagógica.
E Toledo (1997) também mostra que enquanto a classificação remete as semelhanças entre os elementos, a seriação trabalha com as diferenças entre eles. Primeiro eles separam as cores iguais e depois procuravam as diferenças de tamanhos para formar as torres.7
E a classificação não está apenas na matemática, está também nas ciências, trabalhando na formação de hipótese.

Campo aditivo

Trabalho esses conceitos utilizando jogos, brincadeiras, histórias, trabalhando na educação infantil me tornei mais criativa na criação de maneiras diferentes de alcançar objetivos com meus alunos, tudo com eles tem que ser concreto, visual, eles não escrevem ou fazem anotações, então o que foi assimilado num dia pode ser esquecido no outro, ou não. Por isso algumas metodologias utilizadas são repetidas como a contagem dos alunos durante a chamada é feita diariamente, ou o jogo da galinha. Acho mais fácil explicar mesmo que superficialmente para eles a adição do que a subtração.
Não acho que a criança irá sair da pré escola entendendo tudo, não é esse o objetivo, mas eles assimilam muitos os conceitos dessa maneira o que ajudará muito o futuro dela na escola.

Materiais concreto na matemática

A matemática não precisa ser um bicho de sete cabeças, ela pode ser tão divertida como outro conteúdo tido como mais fácil.


A interdisciplina de matemática no começo parecia que ia ser uma dificuldade, mas apresentou materiais diversos, formas diferentes de apresentar e entender esse conteúdo que muitas pessoas tem tanto medo.
Uma das coisas que mais teve foi apresentação de materiais diferentes, propostas de adaptações, muitas trocas em fóruns. Foi a partir disso que vimos o quanto é importante essa alfabetização matemática, que pode e deve ser leve, divertida, interessante, longe da "decoreba" de sempre.
O uso de materiais concretos na matemática é um recurso auxiliar para o ensino e aprendizagem que permite a aproximação com o objeto que se quer conhecer. Estimula o raciocínio,e a criatividade, longe da apenas transmissão de conhecimentos, dos exercícios prontos e acabados e da repetição.
Segundo Piaget, a aprendizagem da matemática envolve conhecimento físico e o lógico-matemático.

Vida sustentável


Acredito que sempre devemos incluir em nossas ações e planejamento de sala de aula assuntos sobre o meio ambiente e ações sustentáveis, não só apenas na semana do meio ambiente, mas em vários momentos. Além de projetos específicos, pequenas ações do dia a dia fazem muita diferença, como cuidados com a água ao escovar os dentes e lavar as mãos, cuidados com o lixo. As crianças reproduzem tudo o que observam e escutam então mostrar exemplos é muito importante.  


As chuvas que fizeram morros desabarem em Santa Catarina e no Rio de Janeiro, destruíram os casarões de São Luiz do Paraitinga, a 187 quilômetros de São Paulo, e inundaram as residências no Jardim Pantanal (bairro da capital paulista) já mataram mais gente que o terremoto ocorrido no Chile. 

Essas tragédias e muitos outros desastres estão servindo para tornar várias consciências sensíveis a fenômenos como o aquecimento global, o degelo nos polos e as perdas de proteção das camadas atmosféricas. Assuntos como poluição, extinção de espécies vegetais e animais e queimadas acabam por tocar principalmente crianças e jovens, que veem nisso uma forma de iniciar a vida cidadã pelo protesto e pela participação. 

Os gritos de alerta que vêm dos que não se conformam com a degradação ambiental clamam para que deixemos uma vida melhor para todos os seres humanos do planeta, não importa se sejam nossos descendentes ou aqueles homens e mulheres que não conhecemos e de que nem sequer imaginamos a existência - os diferentes de nós, que pertencem a outras culturas, moram em outro continente e vivem outra realidade econômica. 

A escola é o lugar de educar as novas gerações para uma generosidade cidadã e ampliar a noção de dever quanto ao futuro - próximo e remoto - do planeta. E o trabalho pedagógico pode iniciar ao se instaurar, dentro das dependências escolares, experiências sustentáveis, em que a economia de energia e o aproveitamento de recursos naturais, por exemplo, sejam hábitos incorporados à rotina de todos. As ações que os gestores podem desenvolver são simples, como mostra o projeto institucional que a revista NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR traz na edição de abril/maio, que está nas bancas. 

A escola que respeita a natureza também adquire moral e legitimidade para colocar a questão ambiental em outras dimensões para seus alunos. A primeira é o aprofundamento do aspecto pedagógico. A vivência proporcionada pelo ambiente escolar inicia a construção de valores que será tanto mais consolidado quanto houver, por parte dos alunos, estudos, participação social, debates e intervenções na realidade. O ideal não é criar uma disciplina chamada Meio Ambiente, mas investir no tratamento interdisciplinar do tema, com a contribuição de todas as áreas para o desenvolvimento de um senso ético comum. 

Uma perspectiva política também pode ser abordada. Se os grandes poluidores são os países ricos, alguma coisa as políticas praticadas por eles têm a ver com a degradação ambiental. Emissão de gases, corte de madeiras e aquecimento das águas estão intimamente ligados à economia. Quem coloca seus produtos no mercado internacional a preços baixos por causa das explorações da natureza e do ser humano que fazem, no seu território ou em países que permitem a exploração? A decisão econômica tem impactos socioambientais e os cidadãos que serão generosos com o futuro precisam discutir tal questão. 

Finalmente, uma dimensão filosófica completa a construção de valores nos nossos alunos. O homem, que até bem pouco tempo atrás se achava "a medida de todas as coisas", descobriu que, para continuar existindo, precisa da ajuda de outros seres e da interação com a natureza. A existência humana, portanto, se torna questionável e mais frágil. Tema que os filósofos contemporâneos não se cansam de explorar. 

Fazer essa composição filosófico-político-pedagógica é tarefa do gestor da escola que quer para a comunidade, o estado, o país e, finalmente, para todo o mundo não apenas um melhor meio ambiente, mas uma vida mais digna e respeitosa para o planeta. 

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/educacao/vida-sustentavel-respeito-meio-ambiente-acoes-simples-escola-discussoes-politicas-filosoficas-560547.shtml

Ver e olhar

“ Só podemos ver quando aprendemos que algo não está à mostra e podemos sabê-lo. Portanto, para ver , é preciso pensar.Olhar está implicado ao sentido físico da visão. Costumamos, todavia, usar a expressão olhar para afirmar uma outra complexidade do ver. Quando chamo alguém para ver algo espero dele uma atenção estética, demorada e contemplativa, enquanto ao esperar que alguém olhe algo, a expectativa se dirige à visualização, ainda que curiosa, sem que se espere dele o aspecto contemplativo. Olhar é reto, ver é sinuoso. Olhar é sintético, ver é analítico. Olhar é imediato, ver é mediado. A imediaticidade do olhar torna-o um evento objetivo”. (Aprender a pensar é descobrir o ver Marcia Tiburi).


Acredito que no brincar a criança nos mostra muitas coisas, além do tempo que dedicamos a está atividade ela também precisa do nosso olhar atento e participativo. Como por exemplo, quando meus alunos estão brincando e vem mostrar ou contar algo, muitas vezes estou fazendo outras coisas e acabo apenas olhando para o que ele fez, não necessariamente vendo, prestando atenção, fazendo perguntas, interagindo.
Projeto Biblioteca Itinerante, estamos acostumados a olhar para a comunidade escolar apenas como pais e famílias de nossos alunos. Ao longo do projeto estamos vendo essas pessoas com outros olhos, muitas não tem filhos na escola, mas se tornaram amigos e participam do eventos oferecidos pela escola por causa dessa interação e aproximação.
É importante ver a rotina como parte significativa na formação da criança, não só como seu aluno, mas como um cidadão inserido na comunidade, hábitos formados na escola são levados para a vida social fora dali.
Carinho, sorrisos e abraços, indispensáveis ver, sentir. Se você só olha para um sorriso e não responde e observa o quanto de significado tem esse gesto, estará perdendo uma oportunidade única.